Correio do Povo

Porto Alegre, 2 de Setembro de 2014


Porto Alegre
Agora
15ºC
Amanhã
14º 21º


Faça sua Busca


Notícias > Rural

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

02/05/2014 07:35 - Atualizado em 02/05/2014 07:46

MP investiga mistura de antibióticos em vinhos

Ministério da Agricultura constatou prática durante análise de rotina em 13 vinícolas gaúchas

Exame apontou substância proibida par regular fermentação <br /><b>Crédito: </b> Antônio Sobral / CP Memória
Exame apontou substância proibida par regular fermentação
Crédito: Antônio Sobral / CP Memória
Exame apontou substância proibida par regular fermentação
Crédito: Antônio Sobral / CP Memória

O Ministério Público do Estado (MP) vai abrir ofensiva contra a adição de substâncias proibidas em vinhos, como a natamicina - antibiótico usado como regulador de fermentação para eliminar bactérias e proibido no país para essa finalidade. A prática foi constatada em análises de rotina do Laboratório de Bebidas do Lanagro, vinculado ao Ministério da Agricultura (Mapa). Embora os laudos com resultado positivo para a substância tenham sido encaminhados pela Pasta, a documentação ainda não chegou ao MP. "Vou me antecipar e pedir os laudos", diz o promotor Alcindo Luz Bastos Filho, que atua na Defesa do Consumidor.

O monitoramento e a análise de resíduos em vinhos, sucos e bebidas fermentadas pelo Ministério da Agricultura apontou o uso de natamicina por pelo menos 13 indústrias - os nomes das vinícolas não foram divulgados. As bebidas doces são as mais vulneráveis à proliferação de bactérias durante a fermentação. O vinho de mesa suave, que contém açúcar, é o principal alvo devido à dificuldade de evitar que fermente após o envase. "É um aditivo utilizado para conservar melhor o produto", explica o responsável pelo Laboratório de Bebidas do Lanagro, Paulo Gustavo Celso. Segundo ele, a análise de vinhos é feita com maior precisão em amostras de lotes recentes coletadas na indústria, pois a substância "em pouco tempo se degrada e some", tornando-se de difícil identificação.

As irregularidades se referem a amostras coletadas no ano passado, em ação conjunta com a Secretaria da Agricultura (Seapa), que afirma não ter equipamento necessário para as análises. O gerente de Defesa Vegetal da Pasta, José Cândido Motta, disse não ter recebido comunicado oficial do Mapa com os resultados. Hoje, a Seapa fiscaliza 680 vinícolas.

Em nota, o Ibravin afirma desconhecer formalmente esse tipo de problema e que, se há irregularidades, cabe aos órgãos investigar, punir os responsáveis e orientar o setor, que no RS envolve 15 mil propriedades e 735 vinícolas com cadastro.

Bookmark and Share


Fonte: Bruna Karpinski / Correio do Povo






O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.