Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 02/05/2014
  • 11:28
  • Atualização: 11:55

Justiça nega habeas corpus ao pai do menino Bernardo

Médico Leandro Boldrini segue preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas

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  • Correio do Povo

O juiz da 1ª Vara Judicial da Comarca de Três Passos, Marcos Luís Agostini, negou nesta sexta-feira o habeas corpus, pedido de revogação da prisão temporária, para o médico Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo. O cirurgião foi preso temporariamente em 14 de abril por suspeita de envolvimento na morte da criança.

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Segundo o magistrado, “a revogação da prisão temporária nesse momento, quando ainda estão em curso várias diligências investigativas, seria medida temerária e prejudicial à completa elucidação do fato. Afirmou ainda que o caso em exame exige prudência e certamente ao final da investigação será possível uma melhor análise da prova produzida”.

Agostini ponderou que a segregação temporária foi decretada por 30 dias, porque o delito é considerado hediondo e o prazo ainda não está esgotado. As diligências investigatórias em curso não foram concluídas pela autoridade policial, que tramitam em sigilo para não frustrar a investigação. Segundo a decisão, é imprescindível aguardar o término da investigação e do prazo da prisão temporária, quando então será apreciada a existência dos requisitos para a decretação da prisão preventiva dos investigados.

Ao pedir a revogação da prisão, a defesa de Leandro alegou que as declarações prestadas pela madrasta afastaram o envolvimento dele. "Com efeito, não impressiona o teor do depoimento da investigada Graciele Ugulini. Não é de estranhar que ela negue a participação do investigado Leandro no fato, em nítida tentativa, ao que parece, de proteger seu convivente e pai de sua filha", analisou o juiz.

O médico Leandro Boldrini está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), na região Carbonífera. A enfermeira Graciele Ugulini está na Penitenciária Modulada de Ijuí, no Planalto Médio, enquanto a assistente social foi transferida para a Penitenciária Feminina de Guaíba, na região Metropolitana.

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