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02/05/2014 13:27 - Atualizado em 02/05/2014 14:03

Ladrões tentam roubar busto de dentro do Palácio da Polícia

Descoberta de arrombamento ocorreu durante uma das rondas

Como delegado de polícia, Plínio Brasil Milano se projetou no cenário policial internacional<br /><b>Crédito: </b> André Ávila
Como delegado de polícia, Plínio Brasil Milano se projetou no cenário policial internacional
Crédito: André Ávila
Como delegado de polícia, Plínio Brasil Milano se projetou no cenário policial internacional
Crédito: André Ávila

Ladrões tentaram furtar na madrugada desta sexta-feira o busto do patrono da Polícia Civil, delegado Plínio Brasil Milano, localizado no andar térreo do Palácio da Polícia, em Porto Alegre. Uma porta secundária e desativada, existente na entrada oficial do prédio, conhecida por sua escadaria, pela avenida João Pessoa, foi arrombada.

O chefe de Polícia Civil, delegado Guilherme Wondracek, acredita que os criminosos pretendiam levar o busto, arrancado de um pedestal, pois pensavam que se tratava de um objeto de bronze, quando na verdade é feito de concreto com um revestimento que imita o metal. Ao verificarem o engano e pelo fato da peça ser muito pesada, eles desistiram do furto e largaram o busto no chão. Um ventilador da recepção, porém, foi levado.

Guilherme Wondracek explicou que as áreas vitais do Palácio da Polícia não poderiam ser acessadas pelos invasores, como, por exemplo, a sala onde são armazenadas as armas, pois são vigiadas nas rondas permanentes do Grupo de Operações Especiais (GOE). A descoberta do arrombamento ocorreu justamente durante uma das rondas.

A suspeita do delegado é de que os ladrões seriam usuários de drogas e imaginavam vender o busto por dinheiro em algum ferro-velho. A segurança do saguão de entrada do Palácio da Polícia deve ser agora reforçada após a constatação de que houve falha. No local inexiste, por exemplo, câmeras de monitoramento. A ocorrência foi registrada na 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (2ªDPPA), que fica no próprio prédio.

Celebridade da Polícia Gaúcha

Os 70 anos da morte de Plínio Brasil Milano serão lembrados em agosto deste ano. Conforme consta no site da Polícia Civil, ele nasceu na cidade do Alegrete em 7 de outubro de 1908. Ele casou-se com Lucia Caldas, filha do fundador do jornal Correio do Povo e teve quatro filhos. Em 1932, na Capital, formou-se em Direito, com destacada atuação universitária tendo o mesmo brilhantismo na advocacia e como titular de um cartório cível. Como delegado de polícia, ele se projetou no cenário policial internacional.

Articulador, reorganizou o aparelho policial do Estado; criou a biblioteca da Polícia Civil e a revista “Vida Policial” e montou o primeiro serviço de contra-espionagem do país. Com este serviço desfez uma rede nazista no Rio Grande do Sul, que lhe valeu um convite do FBI (EUA) para participar de um curso de investigação, em 1943. Plínio Brasil Milano também desmantelou uma rede internacional de tráfico humano que atuava no Rio Grande do Sul, São Paulo, no Uruguai e na Áustria. Ele organizou ainda a primeira ação de defesa civil durante a enchente de 1941 em Porto Alegre. “Com seus homens, salvou centenas de vidas e evitou saques nas casas alagadas, além de distribuir agasalhos e alimentos”, informa o site da Polícia Civil.

Plínio Brasil Milano morreu no dia 22 de outubro de 1944 em Montevidéu, Uruguai, aos 36 anos de idade. No Estado foi decretado luto oficial de três dias. Agora nome de uma avenida em Porto Alegre, Plínio Brasil Milano é patrono da Policia Civil pela lei nº 7829 de 29 de novembro de 1983, “eternizando a reverência da instituição a esse incansável policial”.

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Fonte: Correio do Povo






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