Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 02/05/2014
  • 13:58
  • Atualização: 15:30

Pelo menos 350 morrem em deslizamento de terra no Afeganistão

ONU trabalha com as autoridades locais para socorrer as vítimas presas nos escombros

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  • AFP

Pelo menos 350 pessoas morreram na província de Badakhshan, no nordeste do Afeganistão, em um deslizamento de terra nesta sexta-feira causado pelas fortes chuvas. As autoridades lançaram uma grande operação de resgate das vítimas.

As primeiras equipes de resgate já chegaram ao local da tragédia e contam com a ajuda das Nações Unidas e da força militar da Otan. A catástrofe pode ter deixado muitos desabrigados, indicou a missão da ONU no país (Unama) em um e-mail. "A resposta a esta tragédia está sendo mobilizada para aqueles que sobreviveram", informou. A Força Internacional da Otan no Afeganistão (Isaf) está trabalhando com o Exército afegão nas buscas por sobreviventes, informou a ONU.

O deslizamento de terra aconteceu no distrito de Argo, na província de Badakhshan, região pobre e montanhosa na fronteira com Tadjiquistão, China e Paquistão. "É um desastre. O deslizamento afetou cerca de 1.000 famílias", declarou Sayed Abdullah Homayun Dehqan, diretor provincial da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres afegã. "Cerca de 300 famílias foram afetadas, o que significa em torno de 2.000 pessoas. As pessoas estão trabalhando para remover as rochas, e até agora três corpos foram recuperados", relatou.

"Cerca de 700 famílias foram retiradas da área de risco, e nós começamos a enviar assistência básica, com barracas e cobertores". O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou suas condolências às vítimas do desastre. "Os nossos pensamentos estão com o povo do Afeganistão que sofreu uma tragédia terrível", afirmou durante uma entrevista coletiva à imprensa ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, em Washington. "Estamos prontos para ajudar nossos parceiros afegãos a responder a esse desastre", garantiu Obama.

A ONU indicou que está ajudando a coordenar as autoridades locais no resgate daqueles que ainda estão sob os escombros, mas que o acesso rodoviário à área é difícil e não suporta máquinas pesadas.

Inundações severas

O desastre acontece pouco tempo depois das recentes inundações que mataram 150 pessoas em várias regiões do Afeganistão. No total, as enchentes afetaram 67 mil pessoas nas províncias de Jowzjan, Faryab e Sarr-e-Pul.
"Com cerca de 3,5 mil casas danificadas ou destruídas já registradas, o número de pessoas que necessita de abrigo continua a crescer", informou na quinta-feira o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). De acordo com o OCHA, as vítimas das recentes catástrofes necessitam de água limpa, suprimentos médicos, alimentos e abrigos.

As enchentes arrasaram aldeias, destruindo milhares de casas e deixando muitas pessoas desabrigadas. Também acabaram com plantações e provocaram a morte de criações de gado em toda a região remota. As inundações são comuns durante a estação das chuvas no norte do Afeganistão. A população da região vive em casas de barro, que oferecem pouca proteção contra a elevação dos níveis da água.

Há duas semanas, um deslizamento de terra provocado pelas fortes chuvas e por um pequeno tremor varreu duas aldeias no norte da província de Takhar, matando quatro pessoas e destruindo cerca de 100 casas. Na última grande enchente registrada no Afeganistão, 40 pessoas morreram em agosto nas províncias do leste e do sudeste e em alguns bairros da capital Cabul.

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