Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 06/05/2014
  • 17:17
  • Atualização: 17:25

Justiça mantém prisão do pai do menino Bernardo

Desembargador do Tribunal de Justiça avaliou que investigação sobre a morte do garoto prossegue

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  • Samuel Vettori / Rádio Guaíba

O desembargador da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Nereu José Giacomolli, negou na tarde desta terça-feira o pedido de habeas corpus em favor de Leandro Boldrini, preso temporariamente desde o dia 14 de abril por suspeita de envolvimento na morte do filho, Bernardo Boldrini, de 11 anos. Para o magistrado, “não há como serem afastadas as fundadas razões de autoria ou participação (do médico no crime)”.

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A defesa sustentou que a mulher de Leandro e madrasta do menino, Graciele Ugulini, e a amiga do casal, Edelvânia Wirganovicz, inocentaram o médico. Em depoimentos prestados à polícia, ambas disseram que ele não participou do assassinato, de acordo o que relataram à imprensa os advogados das duas mulheres.

No despacho que manteve a prisão, o desembargador registrou que o médico foi detido sob o fundamento na necessidade de privação de liberdade durante a investigação criminal, que ainda está em andamento. Citou ainda a decisão anterior, que determinou a prisão temporária dos três investigados, proferida pelo juiz Fernando Vieira dos Santos, da Comarca de Três Passos: “São fartos os relatos de que o pai não se omitia apenas dos cuidados para com o filho, mas também de defendê-lo das investidas da madrasta”, ressaltou o magistrado.

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