Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 08/05/2014
  • 17:42
  • Atualização: 17:55

Supermercados devem retirar das prateleiras leites Pavlat e Hollmann

Marcas estão envolvidas na nova fase da Operação Leite Compen$ado

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  • Rádio Guaíba

A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) recomendou nesta quinta-feira que os proprietários de estabelecimentos do setor interrompam de imediato a venda dos leites das marcas Pavlat e Hollmann, envolvidas na nova fase da Operação Leite Compen$ado, deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE).

A medida é preventiva e, segundo o presidente da entidade, Antônio Cesa Longo, a meta é garantir segurança ao consumidor. “Aguardaremos o andamento das investigações e, enquanto houver dúvidas sobre quais são os lotes adulterados, recomendamos que os supermercados retirem essas marcas das gôndolas e cessem a comercialização”, explica.

A Agas garante que, mesmo após a retirada das marcas dos pontos de venda, os consumidores não enfrentarão dificuldades no abastecimento de leite, já que, juntas, respondem por apenas 3% da venda.

A rede Walmart, que abrange o Big, Nacional, Maxxi Atacado e TodoDia, informou que já está removendo das prateleiras os produtos da Pavlat. Os estabelecimentos da rede não vendem leite da marca Hollmann.

Quinta fase da operação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento colocou as empresas de laticínios do Rio Grande do Sul Pavlat e Hollmann sob Regime Especial de Fiscalização (REF) nesta quinta-feira. A sanção administrativa foi aplicada em função das suspeitas de que as indústricas vendiam leite adulterado ou fora dos padrões sanitários.

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul, cerca de 1 milhão de litros do produto foram comercializados desde janeiro de 2013, quando começaram as investigações que servem de base para a Operação Leite Compen$ado, deflagrada em maio do ano passado e cuja quinta fase foi feita hoje, com a prisão dos donos da Pavlat e da Hollmann, além de um executivo.

De acordo com o ministério, durante o prazo de vigência do regime especial, as ações de inspeção nas empresas serão intensificadas e nenhum produto será liberado para comercialização até que resultados de análises oficiais de cada lote produzido demonstrem estar em conformidade com os padrões. Além das ações de fiscalização, uma vez descoberta uma nova fraude, as empresas ficam obrigadas a incluir análises específicas dentro do programa de controle de qualidade.


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