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09/05/2014 11:44 - Atualizado em 09/05/2014 12:02

Após motim, detentos são transferidos de presídio na Serra

Apenados atearam fogo a colchões após descoberta de plano de fuga

Detentos se rebelaram e precisaram ser contidos pela polícia
Crédito: Sidgrei Spassini / CRPO Serra / Divulgação / CP

Em razão do motim ocorrido nessa quinta no Presídio Estadual de Bento Gonçalves, na Serra, apenas 140 dos 207 detentos seguem nesta sexta-feira na casa prisional, que ficou destruída. Os apenados, entre eles os líderes do tumulto, foram transferidos para outros locais. 

• MP pede que presídio de Bento Gonçalves seja desativado

A descoberta de um suposto plano de fuga, além da apreensão de material ilegal, como celulares, teriam sido o estopim para que parte dos 207 detentos do regime fechado iniciasse o motim. As descobertas ocorreram de manhã cedo, durante uma operação pente-fino feita pelos agentes penitenciários. A insurreição foi controlada no final da manhã pelos próprios agentes e policiais militares (PMs) do Pelotão de Choque.

Os presos das celas 6, 7 e 8 se revoltaram logo após saber que o plano tinha sido descoberto. Os presidiários atearam fogo em colchões e fizeram "badernaço", com muita gritaria. A Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) e a Brigada Militar tiveram que intervir e foram rechaçados pelos apenados. Foi necessário jogar bombas de efeito moral para conter os rebelados. Alguns presos sofreram ferimentos leves, sendo carregados pelos companheiros de cárcere para um lugar seguro.

Momentos depois, os bombeiros foram acionados, para prevenir que o fogo concentrado nos colchões não se alastrasse pelo resto do pavilhão. O Grupo de Ações Especiais (Gaes) da Susepe foi enviado de Porto Alegre para Bento Gonçalves, reforçando a segurança.

A Susepe determinou uma nova varredura em todo o estabelecimento penal e pretendia verificar a informação de que uma parede divisória entre duas celas havia sido derrubada. As autoridades penitenciárias não descartavam a transferência dos líderes do motim.

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Fonte: Correio do Povo






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