Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

  • 09/05/2014
  • 16:13
  • Atualização: 17:33

Polícia Federal prende indígenas em Faxinalzinho

Em meio a clima de tensão, representante foge da prefeitura: “Não quero levar bala”

Polícia Federal prende indígenas em Faxinalzinho | Foto: Lucas Cidade / Rádio Uirapuru / Especial CP

Polícia Federal prende indígenas em Faxinalzinho | Foto: Lucas Cidade / Rádio Uirapuru / Especial CP

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira pelo menos cinco indígenas em Faxinalzinho, na região Norte do Estado, após os conflitos no município, que resultaram na morte de dois agricultores. A Polícia cumpria oito mandados e os homens devem ser indiciados pela PF por homicídio qualificado.

Em nota à imprensa, a PF divulgou que "a ação decorreu de mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça Federal de Erechim". A prisão teria ocorrido durante um encontro de conciliação entre os índios e agricultores.

O clima de tensão na cidade ficou maior depois da prisão. Índios teriam tentado invadir a Prefeitura de Faxinalzinho. Em entrevista à Rádio Guaíba, o representante dos agricultores, Ido Marcon, relatou que as pessoas estavam saindo rapidamente do prédio. "Vou é sair daqui, não quero levar bala", disse ele, durante entrevista ao vivo.

Prefeito: “Uma guerra está instalada em Faxinalzinho”

A Prefeitura afirmou que comércio foi todo fechado no município nesta tarde. O prefeito Selso Pelin contou que o clima é guerra e teme uma desapropriação forçada no local. “Tem um efetivo da polícia, mas daqui a pouco vem índios de outras áreas e isso aqui pode virar um caos. A cidade está desprotegida e temos a informação que os índios estavam se aglomerando e vindo para a cidade. Uma guerra está instalada em Faxinalzinho. O governo não tem noção do que acontece aqui", reclamou.

A região passa por momentos delicados. Os índios cobram a demarcação de suas terras por parte do governo federal, alegando lentidão no processo e falta de comprometimento do governo federal e do ministro da Justiça, Eduardo Cardozo. Os agricultores foram assassinados após furarem um bloqueio imposto por índios durante manifestação. Os indígenas são os principais suspeitos do crime.

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