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10/05/2014 12:50 - Atualizado em 10/05/2014 13:37

Não há briga entre índios e agricultores, garante federação indígena

Fim de conflito em Faxinalzinho vai de encontro a interesses de latifundiários, afirmou presidente da Feorgi

Presidente da Feorgi concedeu coletiva sobre conflito<br /><b>Crédito: </b> Álvaro Grohmann / Especial / CP
Presidente da Feorgi concedeu coletiva sobre conflito
Crédito: Álvaro Grohmann / Especial / CP
Presidente da Feorgi concedeu coletiva sobre conflito
Crédito: Álvaro Grohmann / Especial / CP

Em função da prisão de cinco indígenas nessa sexta-feira pela Polícia Federal (PF) em Faxinalzinho, região Norte do Estado, durante encontro de conciliação entre índios e agricultores, o presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Grande do Sul (Feorgi), Zaqueu Kaingang, concedeu coletiva neste sábado. Ele garantiu que não há conflito entre os pequenos agricultores da região e os indígenas. “É o diálogo que constrói a humanidade e a partir deste momento queremos que a sociedade gaúcha fique sabendo que nós indígenas e pequenos agricultores não estamos de briga”, afirmou.

Segundo Kaingang, as instituições que advogam pelos grandes latifundiários é que não têm interesse na resolução da situação. Ele afirmou ainda que a PF tem autonomia e competência para fazer a investigação dos acontecimentos e reiterou que nada se resolve com violência. “Nós somos um povo coletivo”, afirmou.

Kaingang informou que vai pedir as tribos do Alto Uruguai para abortarem a ida a Faxinalzinho, porque ele não quer que outros índios reforçem o conflito no município. 

Indígenas presos são transferidos para Charqueadas

Os cinco indígenas presos temporariamente pela PF em Faxinalzinho, Norte do Estado, foram transferidos para a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ) em Charqueadas, na região Carbonífera. 

Entre os presos está o cacique Deoclídes de Paula, além dos índios Daniel Rodrigues Fortes, Nelson Reko de Oliveira, Celinho de Oliveira e Delmiro de Paula. A transferência dos presos foi confirmada pela Polícia Federal logo após a detenção do grupo.

O superintendente da PF no Rio Grande do Sul, Sandro Caron, justificou a transferência dos indígenas da região Norte para preservar a segurança deles e da população em geral. Eles devem permanecer detidos por pelo menos 30 dias.

O caso

Em 28 de abril, um conflito entre indígenas e agricultores sobre as demarcações de terra eclodiu quando dois produtores rurais foram mortos ao tentarem furar o bloqueio de uma estrada montado por um grupo indígena.

A região reivindicada por índios, no município, já foi delimitada pela Funai, mas ainda precisa ser declarada indígena pelo Ministério da Justiça. Há prazo para os colonos atingidos pela medida recorrerem. Só depois disso, mantido o entendimento, há a homologação, que permite repassar o terreno. A Constituição Federal não prevê indenização pelas terras.

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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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