Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 12/05/2014
  • 08:01
  • Atualização: 08:16

Talibãs lançam ofensiva de primavera no Afeganistão

Três pessoas morreram e oito ficaram feridas em ataques em Ghazni, centro do país

Três pessoas morreram e oito ficaram feridas em ataques em Ghazni, centro do país  | Foto: Rahmatullah Alizadah / AFP / CP

Três pessoas morreram e oito ficaram feridas em ataques em Ghazni, centro do país | Foto: Rahmatullah Alizadah / AFP / CP

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  • AFP

Os talibãs afegãos iniciaram nesta segunda-feira a ofensiva de primavera com vários ataques no país, sobretudo na capital Cabul, onde lançaram foguetes contra o aeroporto, e três pessoas morreram na cidade de Ghazni.

Um ataque também foi executado em Jalalabad (leste), onde dois terroristas conseguiram entrar no ministério da Justiça do governo provincial. "Há tiroteios com as forças de segurança afegãs", declarou Hazrat Husain Mashriqial, porta-voz da polícia local.  "Nós também lançamos foguetes contra os talibãs e cercamos o edifício", completou.

Em Ghazni, centro do país, três pessoas morreram e oito ficaram feridas em vários ataques executados por insurgentes islamitas, segundo o vice-governador provincial, Mohamad Ali Ahmadi. Os insurgentes atacaram postos da polícia e prédios da administração local.

Em Cabul dois foguetes atingiram a ala norte do aeroporto internacional, mas não provocaram vítimas. Os foguetes foram disparados às 5H00 (21h30min de Brasília), justamente no horário que os talibãs prometeram iniciar a ofensiva de primavera, um período de intensificação dos combates após a pausa de inverno.

O aeroporto da gigantesca base de Bagram, um complexo militar sob controle americano ao norte da capital, também foi alvo de foguetes, segundo a Força da Otan no Afeganistão (Isaf). "Um edifício vazio e alguns equipamentos sofreram danos, mas não há vítimas", disse um porta-voz da coalizão.

Desde que foram expulsos do poder em 2001 por uma coalizão militar internacional liderada pelos Estados Unidos, os talibãs organizam uma insurreição que 12 anos de presença militar ocidental não consegue derrotar.

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