Porto Alegre, quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

  • 13/05/2014
  • 07:26
  • Atualização: 07:37

Cresce possibilidade de chuvaradas com volta do El Niño

Rio Grande do Sul pode sentir impacto do fenômeno na segunda metade do inverno

Cresce possibilidade de chuvaradas com volta do El Niño | Foto: Camila Domingiues / CP Memória

Cresce possibilidade de chuvaradas com volta do El Niño | Foto: Camila Domingiues / CP Memória

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  • Correio do Povo

O Rio Grande do Sul poderá sentir os impactos do El Niño na segunda metade do inverno e na primavera deste ano. A previsão é da Metsul Meteorologia que tem acompanhado a anomalia de temperatura da superfície do mar que começou a ocorrer nos últimos dias no Pacífico Central Equatorial. Se a anomalia persistir nos próximos meses em 0,5ºC ou mais, o fenômeno deverá "amadurecer" e passará a repercutir no Estado com episódios de chuvas intensas e com volumes bastante elevados.

Conforme a MetSul, a chance de se confirmar um episódio do fenômeno nos próximos meses é "muito alta" e não se descarta que possa ter intensidade forte, no segundo semestre. O maior volume de precipitações deve ocorrer no Centro, Oeste e Norte, regiões com os principais rios como o Jacuí, Uruguai, Sinos, Taquari, Paranhana, Caí, Gravataí, Rio das Antas, Ibicuí e Ibirapuitã. "Historicamente, as grandes enchentes ocorrem sob o El Niño", alerta a Metsul.

A última vez em que o fenômeno repercutiu no RS foi em 2009-2010, com intensidade fraca a moderada, provocando enchentes em várias cidades. Além disso, no RS o El Niño historicamente traz prejuízo à safra de trigo. Por outro lado, diminui o risco de estiagem no verão.

Oceano Pacífico entra em fase de El Niño

"Fenômeno El Niño pode voltar depois de quatro anos", destacava na capa o Correio do Povo em 8 de março. Ontem, 12 de maio, a confirmação por dados oficiais. O Pacífico Central Equatorial apresenta hoje anomalia de temperatura da superfície do mar (TSM) de +0,5ºC, valor mínimo do patamar de El Niño. Se as anomalias se mantiverem neste valor ou acima nos próximos meses, estará configurado um episódio de El Niño, o que seria primeiro desde 2009/2010.

A perspectiva, como a coluna Tempo e Clima do jornal vem há dias informando, é que, confirmado um evento, este seja moderado e talvez até forte. Afirmar que será comparável aos casos de Super El Niño de 1982/1983 ou 1997/1998 é temerário. Há diferenças entre os atuais estágios iniciais de hoje com os das décadas de 80 e 90. A força que o provável El Niño terá é relevante, sim, mas a MetSul alerta que até episódios fracos ou moderados como de 2002/2003, 2006/2007 e 2009/2010 podem ter consequências graves no Estado por excesso de chuva, enchentes e deslizamentos.

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