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15/05/2014 10:22 - Atualizado em 15/05/2014 10:37

MP denuncia pai, madrasta e amiga por morte de Bernardo

Mais pessoas podem ser denunciadas por falso testemunho

O Ministério Público (MP) denunciou o médico Leandro Boldrini, a enfermeira Graciele Ugulini e a assistente social Edelvânia Wirganovicz por participação na morte do menino Bernardo. A denúncia foi entregue por servidor à Justiça de Três Passos às 9h30min desta quinta-feira. O pai, a madrasta e amiga do casal devem responder por homicídio qualificado – pena de 12 a 30 anos – e por ocultação de cadáver – pena de 1 a 3 anos e multa. Além deles, outras pessoas podem ser denunciadas por falso testemunho e omissão de socorro.

• Leia mais sobre o caso Bernardo

A apresentação da denúncia da promotora de Três Passos, Dinamárcia Maciel, ocorre às 14h no auditório da Unijuí - mesmo local onde foi divulgado o inquérito policial na terça-feira. Essa será a última participação de Dinamárcia no caso, já que ela será transferida no mês que vem para São Luiz Gonzaga. Essa transferência foi solicitada antes do desaparecimento do menino. Uma nova promotora, que será apresentada hoje por Dinamárcia, assumirá o caso Bernardo.

A promotoria de Três Passos está convicta que alguns depoentes mentiram e omitiram informações durante as oitivas com a Polícia Civil. Após as denúncias que serão feitas hoje, o juiz de Três Passos, Marcos Agostini, terá dez dias para receber ou não a denúncia e fazer a acusação - a tendência é que ele aceite a posição da promotoria.

Quarto suspeito

Na tarde de 9 de maio, a Polícia Civil prendeu um quarto suspeito de participação na morte do menino Bernardo: o irmão da assistente social Edelvânia Wirganovicz, Evandro Wirganovicz. De acordo com a polícia, ele continua preso e há indícios da participação dele na ocultação do cadáver do menino.

Segundo o magistrado, como o terreno em que foi ocultado o corpo do garoto é de difícil escavação, e exigiria força física para abertura, a presença de um homem na cena do crime seria indiscutível. Além disso, há testemunha que aponta indícios veementes de que Evrandro esteve, um ou dois dias antes do crime, nos arredores do local onde o corpo foi encontrado. No entanto, a assistente social Edelvânia Wirganovicz disse em carta que o irmão é inocente.


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Fonte: Fernanda Pugliero / Correio do Povo






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