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19/05/2014 15:00 - Atualizado em 19/05/2014 15:13

Polícia localiza mãe de bebê que teve cabeça encontrada em Caxias do Sul

Mulher relatou que escondeu a gravidez da família e criança morreu após nascimento

A Polícia Civil identificou a mãe do bebê cuja a cabeça foi encontrada em uma propriedade rural de Caxias do Sul, na Serra gaúcha, na última quinta-feira. A delegada da Criança e do Adolescente do município, Suely Rech, explicou que a mulher, de 28 anos, que mora na periferia da zona urbana da cidade, escondeu a gravidez da família e confessou ter jogado o corpo do bebê em um matagal, dentro de um balde e envolto em cordas, em um cobertor e em um saco plástico. A causa da morte ainda precisa ser apontada pela perícia.

A mulher, que por agora responde em liberdade, foi encaminhada a uma avaliação psiquiátrica. Um exame de DNA também já foi solicitado. Ela relatou que o bebê nasceu na casa dela, em 29 de abril. Mãe de outros dois filhos, ela disse não saber quem é o pai. Separada do ex-marido, a mulher veio de Roraima para morar junto dos pais, que vivem em uma casa à frente da dela, em um terreno na zona Sul de Caxias. Ela disse que a criança morreu assim que nasceu, mas ainda não está claro se o bebê foi vítima de traumatismo craniano, em uma queda, ou de sufocamento. O parto foi natural e a criança já tinha nove meses de gestação. A mãe fala que abandonou o corpo três a quatro dias depois.

A delegada esclareceu também que o bebê não teve o corpo decapitado. A hipótese mais provável, segundo a policial, é a de que ele tenha sido consumido pelos cães da propriedade rural, que fica na localidade de São Virgílio. A Polícia chegou à identidade da mãe monitorando quem tinha acesso para entrar na localidade O acesso é restrito na propriedade, onde vive a irmã da mulher. Foi ela que encontrou a cabeça e acionou a Polícia, na quinta passada.

A delegada também afirmou que a avaliação psiquiátrica vai ser decisiva para o enquadramento do caso, se por infanticídio (quando a mãe mata o bebê devido a uma crise pós parto) ou por homicídio e ocultação de cadáver (se ficar comprovado que ela tinha condições de entender o que estava fazendo).

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Fonte: Rádio Guaíba






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