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19/05/2014 16:23 - Atualizado em 19/05/2014 16:34

Alunos garantem manter ocupação na Reitoria da Ufrgs até atendimento das demandas

Grupo considerou respostas da universidade uma "tentativa de silenciamento"

Os estudantes que mantêm há cinco dias a ocupação da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) devem se manter no local por tempo indeterminado. Nesta segunda-feira, o grupo divulgou uma carta afirmando que as respostas às 41 reivindicações encaminhadas pela universidade são evasivas, além de não apresentarem soluções concretas aos problemas apontados.

Os alunos de graduação listaram pontos referentes a questões como segurança, direitos estudantis (restaurante universitário, moradia estudantil e bolsa-permanência), além da estrutura universitária, incluindo terceirizações de cargos, transporte, bibliotecas e infraestrutura geral.

Segundo eles, a resposta da Ufrgs é encarada como um “tentativa de silenciamento do movimento estudantil que está explicitando a precarização dos espaços estudantis e trabalhistas da universidade”. Assim, o grupo garante que a ocupação iniciada na última quarta-feira fica mantida até que haja diálogo efetivo entre as partes e que as demandas sejam efetivamente atendidas.

Os estudantes, juntamente com servidores da Ufrgs que estão em greve há mais de dois meses, bloquearam as entradas em parte do campus Central, em Porto Alegre. Com isso, está suspenso o atendimento em setores que atendem na reitoria (gabinete, secretarias, pró-reitorias), além do museu da universidade. Também estão sem aulas os alunos da Faculdade de Educação e Arquitetura e as atividades nos dois anexos do local.

A interrupção fica mantida ao menos até o final da tarde, já que a Associação dos Servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) (Assufrgs) espera o resultado de uma reunião marcada para as 17h em Brasília, entre a federação da categoria e representantes do Ministério do Planejamento. Os trabalhadores pedem reajuste salarial, regulamentação da jornada de trabalho de 30 horas semanais e realização de concurso público.

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Fonte: Camila Kila / Rádio Guaíba






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