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19/05/2014 18:45

Após ter o corpo queimado pelo ex-marido, Bárbara Penna fala à Assembleia

Jovem vítima de tentativa de homicídio encorajou mulheres a denunciarem qualquer tipo de agressão

Após ter o corpo queimado pelo ex-marido, Bárbara Penna fala à Assembleia <br /><b>Crédito: </b> Júlia Flores / ALRS / CP
Após ter o corpo queimado pelo ex-marido, Bárbara Penna fala à Assembleia
Crédito: Júlia Flores / ALRS / CP
Após ter o corpo queimado pelo ex-marido, Bárbara Penna fala à Assembleia
Crédito: Júlia Flores / ALRS / CP

Bárbara Penna, 20 anos, vítima de tentativa de assassinato pelo ex-marido, compareceu nesta segunda-feira à Assembleia Legislativa do Estado para convocar as mulheres a denunciar qualquer agressão sofrida por homens. A jovem, que foi espancada e teve o corpo queimado, ainda se recupera em uma cadeira de rodas. Ela falou à Comissão de Direitos Humanos sobre como foram as diversas agressões que sofreu do ex-marido, até o ponto em que ele a espancou, ateou jogo ao corpo e jogou-a do terceiro andar do prédio onde ambos viviam. Engajada no tema da proteção à mulher, Bárbara defende que nenhum tipo de agressão seja tolerada.

A mãe de Bárbara também falou à Comissão sobre os aprendizados com o ocorrido e os medos que a família convive atualmente de que o agressor volte a procurar Bárbara após sair da prisão. Morgana Penna de Moraes recomenda que as mães e pais fiquem atentas aos companheiros das filhas, sugerindo também que as vítimas de agressão se afastem dos agressores e deixem a ajuda psiquiátrica para os médicos.

O incêndio provocado pelo agressor, João Guatimozin Moojen Neto, de 22 anos, provocou a morte dos dois filhos do casal, um de dois anos e sete meses, e outro de quatro meses, além do vizinho Mário Enio Pagliarin, de 76. João está preso desde então.

De acordo com o IPEA, entre 2009 e 2011, quase 17 mil mulheres foram assassinadas por conflitos de gênero, os chamados femicídios. As mulheres jovens foram as mais vitimadas, representando 31% do total. Mulheres vítimas de agressão podem procurar ajuda através do telefone 180.

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Fonte: Gabriel Jacobsen / Rádio Guaíba






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