Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 22/05/2014
  • 08:21
  • Atualização: 08:48

Comandante do exército tailandês anuncia golpe militar

General pediu calma à população e disse que funcionários públicos devem trabalhar normalmente

Soldados tailandeses se deslocam para realizar escolta de general  | Foto: Pornchai Kittiwongsakul / AFP / CP

Soldados tailandeses se deslocam para realizar escolta de general | Foto: Pornchai Kittiwongsakul / AFP / CP

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  • AFP

O comandante do exército da Tailândia, general Prayut Chan-O-Cha, anunciou um golpe de Estado nesta quinta-feira em um discurso na televisão, após sete meses de crise política. "Para que o país retorne à normalidade, as Forças Armadas devem tomar o poder a partir de 22 de maio", afirmou o general.

O general, que decretou lei marcial na terça-feira, destacou a violência no país, que deixou 28 mortos desde o início da crise, no fim de 2013. "Todos os tailandeses devem manter a calma e os funcionários públicos devem continuar trabalhando como habitual", completou. O anúncio, exibido ao vivo na televisão, aconteceu após a segunda sessão de negociações entre os principais personagens da crise, com a esperança de alcançar um compromisso.

Líderes dos manifestantes dos dois grupos foram retirados do local da reunião em veículos militares, sob escolta, pouco antes do anúncio do golpe de Estado, segundo testemunhas. Durante os últimos 80 anos foram registrados 18 golpes de Estado na Tailândia.

O último havia acontecido em 2006 contra o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, atualmente no exílio. A atual crise começou no fim do ano passado, com manifestações que exigiam a renúncia da então primeira-ministra Yingluck Shinawatra, irmã de Thaksin e no poder desde 2011. Ela foi destituída pela justiça no início de maio.

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Líderes dos manifestantes dos dois grupos foram retirados do local da reunião em veículos militares, sob escolta, pouco antes do anúncio do golpe de Estado, segundo testemunhas. Durante os últimos 80 anos foram registrados 18 golpes de Estado na Tailândia.

O último havia acontecido em 2006 contra o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, atualmente no exílio. A atual crise começou no fim do ano passado, com manifestações que exigiam a renúncia da então primeira-ministra Yingluck Shinawatra, irmã de Thaksin e no poder desde 2011. Ela foi destituída pela justiça no início de maio.


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