Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 22/05/2014
  • 14:43
  • Atualização: 14:52

Polícia analisa imagens em busca de suspeitos de ataques com explosivos

Câmeras de segurança flagraram camionete branca passando próximo ao prédio da Justiça Militar

Imagens mostram camionete branca passando próximo a horário de explosão | Foto: Reprodução câmeras de segurança / CP

Imagens mostram camionete branca passando próximo a horário de explosão | Foto: Reprodução câmeras de segurança / CP

  • Comentários
  • Correio do Povo

A Polícia Federal e a Polícia Civil investigam, com troca de informações, os dois atentados com explosivos ocorridos no final da noite de quarta-feira e início da madrugada desta quinta em Porto Alegre e Eldorado do Sul. Já é realizada uma varredura nas câmeras de monitoramento da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e de edifícios da região central da Capital. Uma das imagens mostra um veículo de cor branca, parecido com uma Zafira ou uma Parati, passando pelo local.

O objetivo é apurar uma possível ligação entre os dois casos, ocorridos em intervalo de quase uma hora. Na Capital, o alvo foi a sede da 1ª Auditoria da 3ª Circunscrição Judiciária Militar (3ªCJM), da Justiça Militar da União, localizada na esquina das ruas General Portinho e Duque de Caxias, na área central. Uma bomba com poder incendiário foi arremessada contra a sacada do primeiro andar do prédio, onde fica o gabinete do juiz titular. Houve um princípio de incêndio, sendo combatido pelo efetivo do 1º Comando Regional de Bombeiros (1º CRB). Policiais militares do 9º BPM isolaram o local.

A investigação será conduzida pela Polícia Federal através da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio (Delepat), sob comando do delegado Cléberson Alminhana. Uma equipe de peritos da PF esteve no prédio durante a manhã.

Já em Eldorado do Sul, o ataque foi contra a residência do prefeito Sérgio Munhoz (PSB), situada na rua Marinaldo Vieira de Souza, no bairro Sans Souci. Uma provável bomba caseira foi arremessada contra o telhado da garagem da casa. Além das telhas, a explosão quebrou vários vidros do portão de garagem. O prefeito contou que, apesar do barulho, não identificou o que havia ocorrido. Ele foi alertado por vizinhos que, aos gritos, correram em direção ao local, onde havia muita fumaça e cheiro de pólvora. Ao abrir a janela, Sérgio Munhoz percebeu que tentavam avisá-lo do ocorrido. “Eu não tenho ameaça nenhuma”, assegurou.

Ele descartou que a princípio o ataque tenha sido direcionado a ele por alguma conduta no comando da prefeitura, acrescentando que existe um processo de reintegração de posse de duas áreas municipais que havia sido invadida. “Nem sei se tem ligação e nem posso fazer este tipo de afirmação”, disse, admitindo, porém, que é difícil alguém ter errado o endereço do alvo de um atentado.

“Às vezes, por estar exercendo um cargo público, as pessoas confundem a atividade pública com a individualidade do cidadão. Apesar de ser simples, de origem humilde, hoje eu estou exercendo um cargo que tem relevância, isso nos deixa vulnerável. Eu tenho duas filhas, preciso cuidar da integridade dos meus entes”, declarou, revelando que pretende repensar a segurança da família. Ele reside há 45 anos no bairro, considerando-o um lugar calmo e tranquilo.

Acionados, os policiais militares do 31º BPM isolaram a moradia. Além do Departamento de Criminalística, uma equipe de peritos da Polícia Federal esteve na residência do prefeito com a intenção de encontrar ou não semelhanças entre os tipos de explosivos empregados nos dois ataques.

Titular da DP de Eldorado do Sul, o delegado Alencar Carraro pretende ouvir o prefeito e vizinhos que possam ter visto algo. Um deles seria um brigadiano que residiria na mesma rua. Conforme relato do prefeito, o policial militar também foi acordado com o estrondo e, ao sair para frente de casa, visualizou um veículo de cor branca, parecido com uma Zafira. O veículo fugiu para a estrada do Conde.

Alencar Carraro avaliou que existem muitas hipóteses para o atentado de Eldorado do Sul, incluindo uma possível ligação com o ocorrido em Porto Alegre. Ele pretende verificar as imagens das câmeras de monitoramento da área e, sobretudo, da ponte do Guaíba. “Não podemos descartar nada”, resumiu.

Bookmark and Share