Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 29/05/2014
  • 15:45
  • Atualização: 15:58

Barbosa lembra julgamento do mensalão como maior feito no STF

Presidente do Supremo confirmou que se aposentará em junho

Em fala curta e objetiva, Barbosa lembrou o julgamento do mensalão como seu maior feito no Supremo | Foto: Nelson Jr. / STF / CP Memória

Em fala curta e objetiva, Barbosa lembrou o julgamento do mensalão como seu maior feito no Supremo | Foto: Nelson Jr. / STF / CP Memória

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, confirmou que deixará a Corte máxima da Justiça no País. Ele discursou no plenário do Supremo na tarde desta quinta, alegando que o afastamento das funções será no final de junho por uma decisão pessoal. Em uma fala curta e objetiva, Barbosa lembrou o julgamento do mensalão como seu maior feito no Supremo. "Tive a felicidade, a satisfação e alegria de passar a compor essa Corte no que talvez seja seu momento mais fecundo de maior importância no cenário político institucional do nosso País", afirmou. Barbosa também se disse "deveras honrado" por ter feito parte do colegiado do STF.

Joaquim Barbosa não poderá concorrer nas eleições

O anúncio foi comentado pelo ministro Marco Aurélio Mello, que desejou "boa sorte" a Barbosa nas próximas empreitadas. Segundo Mello, Barbosa deixa o posto devido a problemas de saúde – o ministro sofre de uma doença na coluna -, mas o presidente do Supremo não comentou a motivação para deixar o cargo. "Como mais antigo da sessão, registro sentimento a princípio pessoal, mas que creio ser também dos demais colegas. A cadeira do Supremo tem uma envergadura maior", disse Mello. "Vossa excelência foi relator de uma ação penal importantíssima do que o Supremo, como colegiado, veio a afirmar que a lei é lei para todos e que processo em si não tem capa, processo tem conteúdo", recordou.

Mello lamentou a saída do colega de Corte, afirmando que ocupar uma cadeira no Supremo é uma honra para a vida toda. "Lamento a saída, porque penso que devemos ocupar a cadeira até uma décima hora, mas compreendo a decisão tomada, até mesmo a partir do estado de saúde de vossa excelência".


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