Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 29/05/2014
  • 18:41
  • Atualização: 19:00

Servidores municipais de Porto Alegre entram em greve na segunda-feira

Categoria rejeitou nova proposta feita nesta quinta-feira pela Prefeitura

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  • Camila Kila / Rádio Guaíba

Em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira, servidores municipais de Porto Alegre rejeitaram a nova proposta da prefeitura e confirmaram o início de greve na segunda-feira. A decisão foi tomada por unanimidade entre os cerca de 2 mil presentes no Centro de Eventos do Parque da Harmonia.

O vice-prefeito Sebastião Melo recebeu mais cedo representantes do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e apresentou nova proposta. Segundo a prefeitura, a oferta consiste na concessão, em um prazo de até 10 dias, de reajuste referente ao IPCA/IBGE do período, mediante manutenção da normalidade do trabalho, sem ocorrência de greve. Além disso, Melo propôs agendar, nos dias 6 e 10 de junho, reuniões para tratar do Plano de Carreira e Plano de Saúde dos funcionários.

O diretor do Simpa, Raul Giacobone. afirmou que, na proposta escrita entregue ao sindicato, o prazo de dez dias é estabelecido para que se defina se a Prefeitura vai ou não conseguir pagar o índice equivalente à inflação, o que não foi aceito pela categoria.

Anteriormente, a prefeitura havia oferecido 2,5% de aumento salarial e R$ 1 no vale-alimentação, hoje de R$ 15. Os trabalhadores pedem percentual de 20% de reajuste e aumento do vale-alimentação para R$ 23, além de isonomia salarial, valorização dos servidores e melhores condições de trabalho.

Em assembleia ocorrida no dia 15, já havia sido definido indicativo de greve a partir do dia 2. Com isso, devem ser afetados serviços nas áreas de saúde, educação, limpeza, entre outros, prestados pelos cerca de 17 mil municipários da Capital.

Giacobone ressaltou que o diálogo segue mantido com o Executivo e que se for ofertado reajuste, ele vai ser apreciado pela categoria. A última greve em função da data-base ocorreu em 2011, quando os trabalhadores cruzaram os braços por uma semana, até obter reajuste de 8,16%, entre outros itens.

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