Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 30/05/2014
  • 09:22
  • Atualização: 09:36

Retomados depoimentos de testemunhas do caso Kiss

Pelo menos três pessoas serão ouvidas nesta sexta-feira em Santa Maria

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  • Renato Oliveira / Correio do Povo

Prosseguem nesta sexta-feira os depoimentos das testemunhas de acusação indicadas pelo Ministério Público (MP) no processo criminal que investiga o incêndio na boate Kiss de Santa Maria, na região central do Estado. O juiz Ulysses Fonseca Louzada da 1ª Vara Criminal coordena os trabalhos, previstos para iniciar às 9h30min, no salão da Justiça Estadual.

Nesta fase do processo, as testemunhas se comprometem a dizer a verdade sob pena de serem processadas. Os depoentes de hoje serão o engenheiro civil da empresa DB Graus, Samir Frazzon Samara; o proprietário de uma empresa que realizou trabalhos na casa noturna, Ruaderson Medeiros Camargo; e um "promoter" que atuava no interior da boate, Stenio Rodrigues Fernandes.

Ainda nesta sexta-feira, a Justiça Militar ouvirá três testemunhas de defesa de oito bomberios que estão sendo processados por crimes militares. Os depoimentos ocorrerão a partir das 14h30 min, no 6º andar do Fórum de Caxias do Sul, na Serra. 

Em 10 de junho, mais cinco testemunhas serão ouvidas. Na próxima etapa, irão prestar depoimentos as pessoas indicadas pela defesa dos quatro réus acusados de homicídio doloso e tentativa de homicídio: os sócios da boate kiss ,Elissandro Spohr ,o Kiko e MauRo Hoffmann e os integrantes da banda Gurizada Fandagueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro de 2013. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.

Segundo testemunhas, o incêndio teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.

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