Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 05/06/2014
  • 12:33
  • Atualização: 14:38

Tomate contribui para alta de 1,84% da cesta básica de Porto Alegre

Kit de alimentos essenciais custaram R$ 366 em maio, aponta Dieese

Tomate contribui para alta de 1,84% da cesta básica de Porto Alegre | Foto: André Ávila

Tomate contribui para alta de 1,84% da cesta básica de Porto Alegre | Foto: André Ávila

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  • Cláudio Isaías / Correio do Povo

A cesta básica de Porto Alegre registrou em maio uma alta de 1,84% passando de R$ 359,37 em abril deste ano, para os atuais R$ 366. Na avaliação mensal, dos 13 produtos que compõem o conjunto de alimentos, sete registraram alta no mês de maio. A economista Daniela Baréa Sandi, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), destacou que os “vilões da cesta de alimentos” foram o tomate (11,55%) o café (3,72%) e o açúcar ( 2,87). Dos cinco produtos que ficaram mais baratos, o leite apresentou maior recuo (-1,36%) e a batata foi o único item que não registrou variação de preço no mês.

No ano, a cesta básica está 11,19% mais cara. Conforme Daniela, nos 13 produtos pesquisados, 12 registraram aumento, sendo as maiores altas verificadas nos produtos in natura: tomate (45,38%), batata (23,40%) e banana (20,62%). A carne, produto com maior gasto mensal na cesta de produtos, acumula alta de 4,2% no ano.

O único produto que registrou queda foi a farinha de trigo (-3,25%). Em 12 meses, a cesta acumula alta de 13,25%. Dos 13 produtos, dez ficaram mais caros. As maiores variações foram registradas no tomate (24,72%), na banana (21,62%), no pão (17,52%), no feijão (14,19%) e na carne (12,56%).

Em maio, o valor da cesta básica representou 54,95% do salário mínimo, contra 53,95% em abril de 2014 e 51,81% em maio de 2013. No mês de maio, os alimentos em 15 das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese registraram alta. As maiores altas foram registradas em Fortaleza (5,42%) e Recife (4,90%). As retrações foram observadas em Campo Grande (-2,05%), Florianópolis (-0,38%) e Brasília (-0,10%).

São Paulo foi a capital onde se apurou a maior valor para cesta básica com R$ 366,54. A segunda maior cesta foi registrada em Porto Alegre com R$ 366, seguida por Vitória com R$ 352,76. Os menores valores médios da cesta ocorreram em Aracaju (R$ 241,72), João Pessoa (R$ 272,35) e Salvador (R$ 277,52).

Com base no custo apurado na cesta de alimentos de São Paulo, o Dieese estimou o salário mínimo necessário no mês de maio em R$ 3.079,31, ou seja, 4,25 vezes o mínimo em vigor no Brasil de R$ 724.

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