Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 05/06/2014
  • 15:03
  • Atualização: 15:21

Equipamento antineblina do Salgado Filho deve entrar em operação na próxima terça

Aparelho ainda necessita de avaliação da Anac e da Secretaria de Aviação Civil da Presidência

Equipamento deve entrar em operação dois antes da Copa | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

Equipamento deve entrar em operação dois antes da Copa | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

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  • Samantha Klein / Rádio Guaíba

Depois de descumprir a promessa do Ministro da Secretaria da Aviação Civil, Moreira Franco, de colocar em operação o equipamento antineblina do Aeroporto Internacional Salgado Filho até o fim da semana, a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República deve confirmar o funcionamento do aparelho até a próxima terça-feira, dia 10, dois dias antes da Copa.

A equipe técnica da Secretaria ainda vai participar da reunião de diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no começo da semana que vem, para homologar o equipamento ILS 2 e permitir o funcionamento da tecnologia na pista do Salgado Filho. Os novos mapas e cartas de navegação também dependem da publicação do relatório técnico da Anac, o que deve ocorrer até esta sexta-feira.

Sistema antineblina deve ser liberado uma semana antes da Copa
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A expectativa é de redução em 30% dos problemas relacionados ao fechamento do terminal em função da nebulosidade. Nos últimos dois anos, o Salgado Filho ficou fechado para pousos e decolagens por mais de 200 horas. Somente em 2013 foram 120 horas de terminal inoperante. Com a nova “antena” na cabeceira da pista, é possível partir ou aterrissar com 350 metros de visibilidade horizontal e 30 metros de visão vertical. Atualmente, a visibilidade precisa ser de 800 metros e o teto, de 60.

No início da semana, o ministro Moreira Franco disse que “aeroporto fechado por causa de nevoeiro não é constrangimento para ninguém”. Ao se referir aos terminais de Porto Alegre (Salgado Filho) e Curitiba (Afonso Penna), ele comentou que isso “acontece no mundo todo” e “é consequência do clima”. Para o ministro, esses aeroportos, assim como os de Congonhas, em São Paulo, e o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, foram construídos em áreas não apropriadas, quando a aviação não era tão desenvolvida quanto nos dias atuais.

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