Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 09/06/2014
  • 15:56
  • Atualização: 16:22

Prefeitura suspende negociações enquanto municipários mantiverem piquetes

Simpa reforça que presença de servidores nas entradas das unidades não é ilegal

Sindicato dos Municipários realizou ato na manhã desta segunda-feira | Foto: Tarsila Pereira

Sindicato dos Municipários realizou ato na manhã desta segunda-feira | Foto: Tarsila Pereira

  • Comentários
  • Rádio Guaíba

A Prefeitura de Porto Alegre informou que o Sindicato dos Municipários (Simpa) segue descumprindo uma decisão judicial que proíbe, desde a sexta-feira passada, obstruções em garagens e unidades de departamentos para que os serviços essenciais sejam prestados à população da Capital. A multa imposta é de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento. Em nota emitida na tarde desta segunda, o Executivo deixa claro só volta a receber a direção do Sindicato quando for cumprida a determinação judicial. O Simpa encaminhou uma contraproposta à Prefeitura, mas os pedidos só serão apreciados quando a decisão for cumprida.

De acordo com a Prefeitura, o Sindicato manteve o bloqueio nos portões do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e foi necessária a intervenção da Brigada Militar, nessa manhã, para liberar os portões junto às ruas Gastão Rhodes e Domingos Crescêncio. “Mesmo assim os sindicalistas resolveram fazer o enfrentamento e se mantém a frente dos portões, impedindo que as equipes do Dmae saiam para fazer os serviços de conserto de fugas e ligações de água e esgoto”, destacou o Executivo, em nota publicada no site, perto das 13h.

Conforme despacho judicial, a conduta fere o direito de ir e vir e retira da população o direito aos serviços essenciais de abastecimento de água e tratamento de esgotos, que se constituem em direito à vida e que não podem ser sobrepujados pelo direito de greve.

Conforme a diretora de Comunicação do Simpa, Carmen Padilha, porém, a presença de servidores nas entradas das unidades não é um ato ilegal, diferente da instalação de piquetes e barricadas que impedem o acesso. “A decisão judicial não proíbe a presença de trabalhadores em frente as entradas das unidades. Os servidores entraram em greve e por isso nos temos setores paralisados no Dmae e não pela ação do piquete, mas pela vontade dos servidores”, frisou.

Carmem Padilha estima que 500 dos 900 servidores do setor operacional do Dmae tenham cruzaram os braços em apoio à greve. Além disso, a sindicalista reforça que os 30% do efetivo estão sendo mantidos para que a greve não seja considerada ilegal.

Os servidores de Porto Alegre dizem esperar ainda para hoje uma nova proposta de reajuste salarial da Prefeitura a ser avaliada na assembleia desta terça-feira, às 9h, na Casa do Gaúcho, no Parque da Harmonia. De acordo com a diretora de Comunicação do Simpa, Carmen Padilha, a greve segue por tempo indeterminado. Carmen destacou que cabe ao prefeito José Fortunati responder até quando os funcionários públicos ficarão com os braços cruzados.

Os trabalhadores pedem a reposição da inflação com avanço na recuperação das perdas salariais (o pedido original era de 20%), entre outras medidas, como reajuste no vale alimentação e garantia de plano de saúde. O Executivo ofereceu, até agora, o reajuste inflacionário, de 6,28%, em uma parcela, e confirmou o corte de ponto de quem parou de trabalhar.


Bookmark and Share