Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 13/06/2014
  • 07:48
  • Atualização: 08:03

Fiscalização sanitária no RS é reforçada com Copa do Mundo

Objetivo é evitar entrada de pragas e alimentos sem certificação

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  • Patrícia Meira / Correio do Povo

De olho em alimentos sem certificação que possam entrar clandestinamente no Rio Grande do Sul em voos que antecedem o jogo de Argentina e Nigéria, no dia 25, o Ministério da Agricultura irá apertar a fiscalização, reforçando em 50% o grupo que está trabalhando na Unidade de Vigilância Agropecuária no Aeroporto Salgado Filho (Uvagro), na Capital, nos dias 24 e 25, quando ocorre intensa chegada de torcedores.

Para isso, serão requisitados seis servidores além dos 12 já no aeroporto. Pela legislação em vigor, produtos de origens animal e vegetal só podem entrar no país caso haja acordo sanitário entre as nações e comprovação de certificação do país de origem reconhecida no Brasil. Do contrário, os produtos serão barrados e destruídos.

De acordo com Marco Antônio Santos, responsável pelo Uvagro, na Capital, a regra vale para todos, turistas e delegações das seleções. A de Portugal, por exemplo, teve sinal verde para desembarcar com 200 quilos de bacalhau na bagagem. Já a França, que domingo joga em Porto Alegre, teve barrada pelos fiscais embalagens de carne não certificada e não declarada em junho de 2013, quando veio à Capital para amistoso contra a Seleção. A delegação alegou que trouxe o produto para consumo de jogadores que só podem comer produtos cárneos fruto do abate que segue o ritual Halal, executado por um muçulmano e conhecedor dos fundamentos do abate de animais no Islã. Mas não houve jeito, a carne foi incinerada.

Pragas em roupas e sapatos

Outra preocupação são as pragas que podem entrar no país por aeroportos, portos e pela fronteira seca. Estudo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) mostra que 355 são inexistentes no Brasil e presentes nos 31 países classificados para a Copa. Porto Alegre, por exemplo, estaria ameaçada por 246 destas invasoras, existentes em nações das oito seleções que jogarão no Estado, sendo a França a mais perigosa, com 120.

O risco é grande, já que a detecção pode ser feita somente em alguns alimentos e as invasoras entram por roupa ou sapatos, de forma invisível. Regina Sugayama, autora do estudo, diz que o aumento do trânsito de pessoas entre países nos últimos anos tem ajudado a disseminar as pragas pelo mundo. Explica que as invasoras são introduzidas em pequenas populações, mas como não encontram inimigos naturais a população aumenta e se estabelecem em silêncio.

Alto risco:

França: 120
Austrália: 110
Holanda: 74
Argentina: 50
Coréia do Sul: 53
Nigéria: 45
Argélia: 33
Honduras: 9

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