Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 20/06/2014
  • 22:12
  • Atualização: 22:28

Polo Espacial Gaúcho coloca em órbita primeiro satélite do RS

Equipamento foi lançado da base espacial de Yasny, na Rússia

Equipamento foi lançado da base espacial de Yasny, na Rússia | Foto: Divulgação CP

Equipamento foi lançado da base espacial de Yasny, na Rússia | Foto: Divulgação CP

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  • Correio do Povo

O Polo Espacial Gaúcho colocou em órbita o primeiro nanossatélite produzido no Rio Grande do Sul, o NanosatC-BR1. O equipamento, desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi lançado na quinta-feira da base espacial em Yasny, na Rússia, e está 100% operacional.

Segundo Thales Mânica, membro da Equipe de Rastreio e Controle de Nanossatélites (do programa NanosatC-BR), todos os procedimentos de operação foram concluídos com sucesso e estão documentados. “É o primeiro nanossatélite universitário brasileiro da história em operação no espaço.”

Para auxiliar o projeto, a Secretaria Estadual da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico (Scit) tem fomentado as pesquisas em universidades, articulado a busca de recursos e investido para a formação e capacitação de pessoas na área espacial. Conforme o gerente do projeto no Centro Regional Sul (CRS/Inpe), em Santa Maria, e coordenador do NanosatC-BR, Nélson Schuch, a união entre Inpe, UFSM e secretaria prossegue com o NanosatC-BR2. “Ele foi desenvolvido na UFSM e está na sede do Inpe, em São José dos Campos. Faltam apenas as cargas úteis e o artefato poderá ser lançado imediatamente. A previsão é para 2015.” Para a etapa de conclusão do satélite, a Scit negocia com o Ministério da Ciência a liberação de verbas.

O polo é uma iniciativa do governo estadual em convênio com empresas de tecnologia, universidades, Forças Armadas e institutos científicos. Tem como âncora a AEL Sistemas, companhia especializada no desenvolvimento de soluções em defesa.

O NanosatC-BR1 é um pequeno satélite científico e o primeiro cubesat desenvolvido no país, produzido em parceria do CRS, do Inpe e da UFSM. A Ufrgs e empresas também estiveram envolvidas na preparação. O artefato comporta dois instrumentos para o monitoramento, em tempo real, do geoespaço, visando o estudo da precipitação de partículas e de distúrbios na magnetosfera sobre o território nacional. Com isso, é possível determinar os efeitos como o da Anomalia Magnética no Atlântico Sul e do setor brasileiro do eletrojato equatorial.


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