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  • 28/01/2010
  • 20:27
  • Atualização: 20:40

Pesquisadores encontram fósseis de dinossauro no RS

A idade geológica estimada desta descoberta é de 228 milhões de anos

Idade geológica estimada dos fósseis é de 228 milhões de anos | Foto: Divulgação Ulbra / CP

Idade geológica estimada dos fósseis é de 228 milhões de anos | Foto: Divulgação Ulbra / CP

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  • Luciemen Winck / Correio do Povo

Paleontólogos brasileiros divulgaram nesta semana, a descoberta de um pequeno dinossauro carnívoro no município de São João do Polêsine, encontrado em rochas Triássicas da chamada Formação Santa Maria na região Central do Rio Grande do Sul. Essa descoberta é resultado do projeto Ulbra Paleontologia, vinculado à Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação e ao Museu de Ciências Naturais da Ulbra Canoas.

Trata-se de dois indivíduos da mesma espécie, um deles menor (provável juvenil) coletado em fevereiro de 2009 e outro, maior, na presente ocasião. A idade geológica estimada desta descoberta é de 228 milhões de anos antes. Os restos fossilizados pertenceram a um pequeno dinossauro que teria apenas 50 centímetros de altura e aproximadamente 1,3 metros de comprimento, devendo pesar em torno de 8 quilos. O material fóssil está bem preservado e os pesquisadores da Universidade Luterana do Brasil acreditam que o fóssil represente um novo animal carnívoro que remonta à origem dos dinossauros.

O fóssil foi encontrado em uma expedição acadêmica liderada pelo paleontólogo Dr. Sergio Furtado Cabreira e coletado com o apoio dos paleontólogos Tiago Raugust da UFRGS, Dr. Sérgio Dias da Silva da Unipampa (campus de São Gabriel), biólogos Lúcio Roberto da Silva (Ulbra), André Augusto Brodt e Ana Luiza Ramos Ilha (Unipampa, São Gabriel). A descoberta aconteceu em novembro de 2009, quando uma pequena vértebra foi avistada pelo biólogo André Augusto Brodt, que acompanhava uma expedição de busca liderada por Cabreira. Ao retornar para realizar a coleta do material, os pesquisadores constataram tratar-se de um achado bastante importante.

Os paleontólogos Tiago Raugust, Sérgio Dias da Silva e Rodrigo Carrilho (Unisalle, Canoas) consideram o achado extremamente importante porque os fósseis de dinossauros do período Triássico são raríssimos e não existe mais que uma dezena de achados em todo o mundo. Além disso, a maioria destes materiais é muito fragmentária e encontrar um novo fóssil quase que completo pode trazer muitas informações adicionais.

O paleontólogo Sérgio Dias da Silva considera que o Rio Grande do Sul, e esta localidade em particular, tem muito a explicar sobre a diversificação inicial do grupo, já que este é o sexto tipo diferente de dinossauro Triássico encontrado no Estado. “Esse achado reforça a ideia de que esse grupo tão diverso e bem sucedido no Jurássico e Cretáceo (períodos geológicos subsequentes ao Triássico) se diversificou em vários grupos, ainda no Triássico, e apenas alguns poucos milhões de anos após o seu surgimento na Terra”, afirma Sérgio.


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