Porto Alegre, 28 de Maio de 2015

Feyerabend teria muito a ensinar a Dawkins

Postado por Juremir em 27 de maio de 2015 - Uncategorized

Modas intelectuais são tão comuns quanto novas tendências de sandálias e biquínis.

No Brasil, as modas intelectuais costumam chegar por editoras como a Cia das Letras, que transforma o gosto médio em fashion.

Richard Dawkins é a tendência da estação.

Não passa de um vulgarizador. Um cientista de livraria de aeroporto.

Qual a sua grande descoberta? Como compará-lo a Darwin ou Einstein?

Os seus adoradores querem vê-lo como um grande cientista, mas preferem evitar tais comparações.

Dawkins apanharia fácil de Karl Popper, Thomas Kuhn e Paul Feyerabend.

O físico Paul Feyerabend, que foi professor na Universidade da Califórnia e uma das grandes inteligências do século XX, reduzia a pó o tipo de arrogância científica de um Dawkins: “A ciência aproxima-se do mito, muito mais do que uma filosofia científica se inclinaria a admitir. A ciência é uma das muitas formas de pensamento desenvolvidas pelo homem e não necessariamente a melhor. Chama a atenção, é ruidosa e impudente, mas só inerentemente superior aos olhos daqueles que já se hajam decidido favoravelmente a certa ideologia ou que já tenham aceito, sem sequer examinar suas conveniências e limitações. Como a aceitação e a rejeição de ideologias devem caber ao indivíduo, segue-se que a separação entre o Estado e a Igreja há de ser complementada por uma separação entre o Estado a ciência, a mais recente, mais agressiva e mais dogmática instituição religiosa. Tal separação será, talvez, a única forma de alcançarmos a humanidade de que somos capazes, mais que jamais concretizamos”.

O resto é ignorância científica ou disfarçada de saber científico.

É famosa a frase do poeta Jean-Arthur Rimbaud: “O eu é um outro”. O eu nunca é um só. Eu não sou eu. O eu é multifacetado. Quem diz eu, diz outro, múltiplos, todos. O medíocre, que se acha único, odeia o eu do outro, que vê como manifestação de narcisismo. Mas só há egocentrismo na expressão do eu com quem ninguém se identifica. O cientista Richard Dawkins esteve em Porto Alegre. É um polemista temível. Sem perder a fleuma, insulta meio mundo. Aconselha mulheres a abortar de fetos com síndrome de Down. Acha imoral trazer ao mundo um ser com deficiência havendo a possibilidade de escolher. Desqualifica todo crente em alguma religião. Os fãs de Dawkins acreditam religiosamente nele. Biólogo evolucionista, preocupa-se mais com genes do que com gente.

Dawkins é um marqueteiro fanfarrão bem-sucedido. Escreveu muito sobre religião e sobre a inexistência de Deus sem apresentar um só argumento novo. É bem provável que esses argumentos não existam. Bastaria ler Voltaire. Resta requentar o velho e servir como se fosse novo com um molho picante. Para os ignorantes, contudo, Dawkins passa por alguém que faz grandes revelações. As suas provocações são violentas, fortes e ralas. Impressiona pela segurança. Sugere que, no mundo sem Deus, é razoável consumir drogas em substituição. A ciência de Dawkins explica tudo. Só não explica esta velha e óbvia questão: por que existe algo em lugar de nada? A ciência decifra a natureza. Só não pode decifrar a razão de a natureza existir ou ser desta e não de outra maneira.

O eu carrega outros. Dawkins deve ser outro. O que pensará o outro Dawkins dessa encenação da sua figura pública? Não se trata de avaliar a pertinência de certos argumentos de Dawkins, mas de questionar–lhes a originalidade. Por outro lado, basta ser prático: o homem veio, falou e partiu. Não deixou impressões digitais. Fez o seu show, embolsou uma boa grana e se foi. Imagino uma pessoa com síndrome de Down na plateia. Se dependesse do palestrante, a pessoa não teria nascido. Imagino uma mãe de alguém com síndrome de Down escutando Dawkins. Se ela teve escolha e deixou o filho nascer, é imoral. Em Palomas, Candoca, o ingênuo, acha esse tipo de afirmação idiota. Candoca, contudo, é idiota. A sua opinião não conta. Deve estar com inveja.

A infâmia vende bem. Uma das mais velhas ilusões do cientificismo é crer que a ciência dá conta de tudo e necessariamente produz um mundo melhor. O paradoxo da ciência é colocar, no lugar da superstição, a falta de sentido. O mundo racionalizado é o da depressão crescente. A sabedoria da douta ignorância consiste em mesclar resultados da ciência com aspirações metafísicas. Até cientistas fazem isso. O imaginário continua fora do alcance da razão árida. Dawkins encontrou a sua maneira de existir e de ganhar dinheiro. Fatura alto. Não deixa de ser útil e de ter razão em alguns pontos. O seu limite é o céu. Quer ser o Deus dos intelectuais e da razão. Há algo de irracional nessa ambição não confessada, mas evidente. Como é bom ter um eu sem limites. É um delírio.

A prova da inexistência de Deus cabe a quem não crê.

Reduzir o fenômeno intemporal e universal da crença a ignorância é uma ignorância comum na ciência.

Outra coisa é a laicidade do espaço público.

Qualquer pessoa tolerante sabe disso.

Basta de Dawkins, Modas passam rápido.




As falácias existenciais de Richard Dawkins

Postado por Juremir em 26 de maio de 2015 - Uncategorized

Richard Dawkins, palestrante do Fronteiras do Pensamento, acha que pode dar conta da vida e do imaginário com a lógica científica.

É uma velha ingenuidade de cientistas.

Edgar Morin, que não cai nessas cidades, sabe que o racionalismo é o efeito perverso da razão.

Quanto mais racionalizado, mais estéril. É o paradoxo do humano.

Dawkins considera imoral uma mulher, tendo escolha, botar um filho no mundo com síndrome de Down.

É um princípio dissimulado de eugenia. Cada um escolhe o “imperfeito” que não deveria nascer.

O princípio lógico de Dawkins é causar menos sofrimento e mais felicidade.

Como todo princípio lógico aplicado à vida, promove um consequencialismo que esbarra nas suas próprias contradições.

Relembremos o caso do “trem desgovernado” pensado pela filósofa britânica Philippa Foot.

O caro leitor vê um trem sem freios indo para cima de cinco trabalhadores. Digamos que o maquinista teve um infarto. Contudo, entre os cinco que vão morrer e o trem, há uma bifurcação. Se o trem pegar a outra linha, atingirá uma única pessoa.

O prezado leitor está parado diante da chave que muda a direção do trem. Se agir, salva cinco indivíduos e mata apenas um. O que faz? É legítimo e moral agir para causar o menor dano possível, transformando cinco mortes em uma? Ou é um assassinato desviar o trem para matar quem estava inicialmente fora do seu alcance? Faz diferença se essa única pessoa for uma criança indefesa, um adulto ou um velho? A filósofa norte-americana Judith Thomson retomou o experimento. O trem desgovernado segue numa única linha. Vai matar cinco operários. Porém, se o caro leitor, que está em cima de uma ponte, empurrar um gordo, parado ao seu lado, ele vai desacelerar o trem. É o certo a fazer? Ou o melhor é não se mexer e deixar a roda da vida seguir seu curso?

Há quem ache que, nos dois casos, deve-se interferir para diminuir os sofrimentos e aumenta a felicidade.

Philippa Foot, para os defensores da legitimidade da intervenção, pergunta: por que, então, num hospital, não se sacrifica uma pessoa saudável para doar seus órgãos a cinco necessitados, que, se isso ocorrer, terão suas vidas salvas? Fazemos essa distinções sem pensar nelas. Como sustentá-las com argumentos que não sejam confusos e contraditórios? Há situações reais em que é preciso escolher. Na Segunda Guerra Mundial, a Inglaterra, com ajuda de um agente duplo disseminando falsas informações, poderia ter induzido os alemães a bombardearem bairros menos populosos de Londres sem tempo para evacuar os moradores. Seria justo com base na diminuição do número de mortos? Ou injusto e criminoso com os atingidos?

A lógica não basta.

Peter Singer, consequencialista assumido, questiona: você estragaria seus sapatos caros para salvar uma criança de um afogamento? Claro que sim. Por que, então, não vende os seus sapatos e envia o dinheiro para alimentar uma criança que está morrendo de fome em algum lugar do mundo? Em Porto Alegre, Dawkins disse não saber o que significa espiritualidade e, com outras palavras, que a medida da religião é a ciência. Não é preciso ser religioso para dizer: bobagem absoluta. Aquele que sente não precisa provar.

A prova da existência de Deus é um problema de quem não crê.

Dawkins poderia se salvar se tivesse a ironia de Voltaire.

Num mundo vulgar, porém, a sua truculência é suficiente.

A ignorância deslumbrada constrange a inteligência discreta.

Quando se fala de lógica é preciso perguntar: qual?

A vida está aquém e além das lógicas.

Nada de novo nas páginas de Richard Dawkins.

A sua tese dos memes culturais é metafísica de boteco.

Alimenta um bom papo com muita cerveja.

Dawkins é um blockbuster.

Fascina o gosto médio.

 




Richard Dawkins, o requentador planetário

Postado por Juremir em 24 de maio de 2015 - Uncategorized

Richard Dawkins vem a Porto Alegre palestrar no Fronteiras do Pensamento. Famoso no mundo inteiro, ele é biólogo e britânico, não necessariamente nessa ordem. Virou celebridade com o livro “Deus, um delírio”, que o consagrou como “príncipe do ateísmo”. Li a obra. Dawkins é o Lira Neto da questão religiosa. Faz milagres. Transforma o velho em novo sem acrescentar qualquer dado original. Lira Neto ficou famoso contando velhas histórias sobre Getúlio Vargas como se fossem inéditas. Dawkins garante a inexistência de Deus com argumentos mais requentados do que macarrão em casa de homem recém-separado. É naquela base de: quem criou o criador? Com uma boa dose de agressividade, de marketing, de mídia e de insultos, funciona. Vende livros.

O homem não perde viagem. Compra todas as polêmicas. Perguntado sobre o que deveria fazer uma mulher grávida de um feto com síndrome de down, não hesitou: “Aborte e tente de novo. Seria imoral trazer o feto ao mundo se você tem escolha”. Será? A vida de quem tem síndrome de down não vale a pena? Um down é menos digno de existência do que Dawkins? O cientista, orgulhoso da sua objetividade e da sua neutralidade de fachada, sustenta que para quem aceita o aborto como moral, validando, portanto, abortar um feto saudável, seria contraditório não poder tirar um feto com deficiência. Na saia justa, ele diz que amaria um filho down. Só que acha uma escolha “pragmaticamente sensata” evitar nascimentos de pessoas com essa deficiência. Antigamente se veria nesse tipo de raciocínio uma ponta de eugenia, aquela vontade hedionda de livrar o mundo dos “imperfeitos”. Mas Dawkins pode tudo. É o novo gênio da espécie. Resolve dilemas culturais a golpes de logicismo.

Richard Dawkins tem pontos em comum com Noam Chomski. Ambos estão na lista dos intelectuais mais influentes do planeta. Chomsky, porém, é visto como um esquerdista radical empedernido, crítico obsessivo do capitalismo americano. Não cabe, por essa razão, em certos eventos que recebem Dawkins de braços abertos. Não pretendo discutir se Dawkins está certo ou errado nas suas teses. Falo dele pelo espanto que sempre me causa: como pode ganhar tanta projeção com uma sopa tão rala e tão repetitiva? Os apaixonados por ele não deixarão de lembrar o seu trabalho como discípulo de Charles Darwin e como cientista do “Gene egoísta” e dos memes. Claro que conta. Conta muito. Poderia ter ficado por aí. Mas a fama do homem vem mesmo é dos seus ataques às religiões. Tudo que o diz com violência cabe numa nota de rodapé da obra do grande Voltaire.

Qual a chave do sucesso de Dawkins? A provocação. Se a hora é de pregar respeito à diversidade religiosa, ele pega a contramão e detona todas as religiões como perigosas e infantilizadoras. Não deixa espaço para questionamentos metafísicos, desejos universais e intemporais de transcendência e outros sussurros das profundezas do humano. Com a sua retórica altamente “sofisticada”, reduz tudo a esquizofrenia, idiotice ou manipulação. Confunde sentimento e institucionalização sem o menor constrangimento. Lira e delira.

 


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A culpa é sempre do FHC ou do PT

Postado por Juremir em 23 de maio de 2015 - Uncategorized

Para o ignorante a ciência é sempre neutra.

Para o petista de antolhos a culpa é sempre do FHC.

Para o machista a culpa do estupro é sempre da estuprada, que provocou com sua saia curta.

Para a direita atual a culpa é sempre do PT.

Converso com um jornalista sobre a baixaria da direita que acabou com o evento da deputada Manuela d’Ávila, na Assembleia Legislativa, contra o ódio e a intolerância nas redes sociais, ou seja, na internet. Ele me diz sem hesitar:

– A culpa é do PT. Sempre agiu assim. Agora está recebendo na mesma moeda.

– Mas o evento era do PCdoB – digo.

– Dá no mesmo.

– Como assim?

– O PT dissemina o ódio de classes dizendo que existe diferença entre pobres e ricos no Brasil.

– E não tem?

– Tem, mas falar disso piora a situação. O PT estimula o ódio racial dizendo que tem diferença entre negros e brancos no Brasil.

– E não tem?

– Tem, mas não por racismo.

– Uau!

– Então, no caso do evento da Manuela, a culpa também foi do PT?
– Com certeza. Aqui se faz, aqui se paga.




Tiradas do João Almino em tempos de ódio virtual

Postado por Juremir em 22 de maio de 2015 - Uncategorized

João Almino costuma ser gratuitamente vítima de observações deselegantes.

Mas nunca perde a calma.

É um bagual zen.

No máximo, passa a mão no cabo do facão ou do relho.

Ele estava num bolicho da Padre Chagas, bebericando um vinho, quando foi interrompido por um estranho.

– Gosto muito de ti, mas esse teu cabelo é ridículo.

João Almino bebeu um gole serenamente e disse:

– Já?

– Já o quê? – surpreendeu-se o mala de garupa (vive no cangote dos outros).

– Gozou?

– Como gozar? – atrapalhou-se ainda mais o inconveniente.

– Foi bom pra você? – questionou Almino como resposta.

– Que pergunta é essa? – roncou o estranho

– Não é o que se pergunta a alguém que acaba de ter um orgasmo?

– Acho que me levaste a mal. Sou teu admirador.

– Claro, claro. Por isso mesmo, vai um conselho: cuidado com a ejaculação precoce. O prazer pode ser intenso, mas passa rápido.

*

Frequentador de redes sociais enquanto mateia ao amanhecer e ao entardecer, João Almino recebeu 23 vezes a mesma mensagem:

– Vai te tratar, cara.

Na vigésima-quarta mensagem, Almino exclamou de cuia na mão:

– Esse taura está doente, tchê. Precisa de um psiquiatra.

*

– A astronomia não é a tua praia – afirmou o vivente.

– Prova!

– Como posso provar?

– Com quantos paus se faz uma canoa?

– O que isso tem a ver com astronomia?

– Para falar de praia, tchê, precisa conhecer as cousas do mar.

•

João Almino foi parado na rua por um perguntador:

– O que diferencia o ódio da crítica, Seu Almino?

– O ódio.

*

– Doutor João Almino, por favor, defina capitalismo.

– Simples: o sistema econômico em que todo crime é, no máximo, culposo. Ou legítima defesa.

*

– Defina comunismo.

– Uma impossibilidade coletiva.

 

 




A cultura do ódio na internet e fora dela

Postado por Juremir em 21 de maio de 2015 - Uncategorized

A deputada Manuela d’Ávila (PCdoB) organizou uma mesa na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul sobre ódio na internet.

O evento fez parte do Humaniza Redes.

Convidou jornalistas: eu, Moisés Mendes (Zero Hora) e Luciano Potter (Rádio Gaúcha).

O chefe de gabinete do Ministro de Estado da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Roberto Nascimento, nem chegou a falar.

Participou também o deputado Jorge Pozzobom (PSDB).

Manuela é vítima constante de ódio na rede.

Já teve “ativista virtual” desejando que seu bebê secasse na barriga dela.

Assim mesmo.

Jorge Pozzobom é outro que não escapa da barbárie virtual.

Um psicopata perguntou quem ele mataria primeiro, a filha ou o seu cachorro.

Na mesa, todos se manifestaram contra o ódio na internet.

Quando Potter estava falando, um homem o interrompeu. Segundo ele, faltava contraponto na mesa.

Ficamos perplexos. Deveria ter alguém na mesa que fosse a favor do ódio na internet?

O tempo fechou.

Um grupo, visivelmente organizado, começou a boicotar o evento.

Gritavam palavras de ordem do tipo “verde amarelo sem foice nem martelo”.

Algo assim.

Era uma armação para esculhambar a mesa organizada por Manuela.

Um sujeito, de boné do MST, berrava:

– Reaça tem que morrer.

Segundo Gregório Grisa, presente ao evento, era mais um infiltrado para melar a discussão. No facebook, Grisa contou o que ouviu: “Ao fim desci as escadas casualmente atrás deles, eram umas 15 pessoas, o jovem com boné do MST estava junto com o grupo nitidamente antiesquerdista. Quando chegamos no térreo eu o ouvi comentar:

- essa do boné sempre da certo, todos saem achando que sou do MST.”

Consta que a tropa de choque que boicotou e levou à interrupção do evento teria sido enviada por um deputado de direita.

Um novo inimigo de Manuela.

O ódio na internet é uma evidência.

No twitter, comentando esse rolo, um cara escreveu: “Passa mais hipoglós no seu rabo que tá pouco, seu subnitrato de bosta!!”

Leonardo Sakamoto, blogueiro da Folha de S. Paulo, e eu, sem qualquer contato, paramos de liberar comentários em nossos blogues.

Por quê?

Simples. Cansaço com ameaças, perseguições, calúnias e bullying.

Como ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, também não somos obrigados a trabalhar contra nós mesmos.

Sou totalmente a favor de que falem mal de mim. De preferência, milhares de vezes por dia. Colaboro para isso. Escrevo. Com isso, alimento quem queira me combater. Mas não tenho mais disposição para fazer moderação de insultos sistemáticos.

Censura é uma política de Estado pela qual se fica impedido de publicar em qualquer lugar.

Não há isso no Brasil.

O resto é opção.

Sugiro a criação de blogues contra mim. Dezenas, milhares, milhões.

Por que alguns não fazem isso? Porque ninguém os leria.

Querem carona para aparecer.

Não dou mais carona.

Cansei da Síndrome de Estocolmo. Não trabalho para meu sequestrador. Não colaboro com o estuprador. Não sirvo ao amo.

A chantagem da internet é essa: a vítima, para não ser censor, teria de trabalhar para o seu algoz.

Não contem comigo.

O evento interrompido da deputada Manuela mostrou, em tempo real, a cara horrenda da extrema-direita.

Curiosamente com discursos contra o politicamente correto e em nome da liberdade de expressão.




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