Porto Alegre, 23 de Novembro de 2014

Barbie normal tem espinha e celulite

Postado por Mais Preza em 20 de novembro de 2014 - Destaque, Moda

Eis que chegou o dia em que a boneca mais famosa do mundo virou gente como a gente. Depois de muitos anos sob a #polêmica de ser o exemplo de um padrão de beleza nada realista, a Barbie normal começou a ser vendida esta semana. E olha só a diferença:

tcharããn!

A ideia é do designer Nickolay Lamm, que começou tudo apenas como um projeto artístico no ano passado. Pouco tempo depois, fazendo um verdadeiro sucesso e recebendo muitos pedidos de compra dos modelos, ele fez um crowdfunding pra financiar a linha de bonecas Lammily, que tem justamente com essa proposta mais comum, digamos assim.

Fase das espinhas, quem nunca né

Além das novas medidas, a Barbie normal poderá ter espinhas, sardas, machucados, verrugas, bochechas coradas e, pra ficar ainda mais real, celulites e estrias (sim!). Ahh, e elas poderão ter tatuagens também! :D

Tudo isso quem escolhe é a dona da boneca, que vai ter uma série de adesivos pra adornar a sua nova amiga Barbie.

tattoos <3

Se elas vão virar uma febre e serão tão amadas quanto às originais, ninguém sabe. Maaas dá pra adiantar que o pessoal aproveitou que o Natal tá chegando pra chamar a atenção. As bonecas estão sendo vendidas inicialmente por cerca de R$ 65, no site da marca.

barbie normal inclusive vai pra cozinha e se suja

O kit de adesivos chega às lojas só em janeiro, mas o preço deve ficar por volta de R$ 16. E aí, rola o presente?




Workshop + DJ Set

Postado por Mais Preza em 20 de novembro de 2014 - Destaque, Música

A galera que curte uma boa discotecagem não pode perder essa! Vai rolar em Porto Alegre um workshop exclusivo com o pessoal do Beatwise Records, o selo mais expressivo da cena eletrônica nacional.

Os produtores Sants (São Paulo) e Cybass (Rio de Janeiro) vão apresentar as técnicas usadas nas produções de seus beats e de quebra vão dar várias barbadas pra montagem de um DJ set, mostrando a aplicação de suas produções em seus live acts. Fora isso, eles ainda aproveitam pra bater um papo sobre como gerenciar e manter um selo e a carreira no Brasil.

Pra finalizar com chave de ouro, é claro, vai rolar discotecagem com as produções, inspirações e referências dos caras. A função toda rola sábado, dia 22, ali no Galpon (Alcides Cruz, 398) a partir das 18h. A entrada é R$ 20, e inclui workshop + DJ set + uma ceva, porque ninguém é de ferro. ;)

O evento é encabeçado pela Produtora, novidade na Capital que nasceu da vontade dos produtores João Augusto Lopes (Jojô, músico e DJ do Beco) e Lucas Silveira (da festa de hip hop Crème de la Crème) de proporcionar experiências únicas e interativas e explorar diferentes formatos de eventos ligados à música. Eles prometem movimentar a cena cultural de Porto Alegre com mais uma porção de eventos programados pro ano que vem. ;)




Jake Bugg, o colecionador de “nãos”

Postado por Mais Preza em 19 de novembro de 2014 - Destaque, Música

Esnobe ou tímido? Novo Bob Dylan ou apenas um Justin Bieber disfarçado? Ainda que as dúvidas pairem na cabeça dos fãs e haters do Jake Bugg, (que desembarca semana que vem em Porto Alegre) uma coisa é certa: polêmica é com ele mesmo!

O garoto de 20 anos, que já esteve no Brasil pra tocar no Lollapalooza em abril deste ano, coleciona uma lista de “nãos” na sua carreira: não gosta de tocar em festivais, não gosta de One Direction, não gosta de dar entrevistas, não tem interesse de ver Oasis agora em pleno 2014, não, não, não….

Abaixo reunimos algumas declarações do cantor que, apesar de parecer meio ranzinza, talvez seja um dos poucos da sua geração a demonstrar mais interesse no trabalho do que na fama:

Garotas: “Minha garota ideal é aquela que seja realmente doce, e que não me queira pelo meu dinheiro”.
One Direction: “As garotas crescerão e vão esquecê-los. Isto é apenas o que vai acontecer com eles, ir para baixo. Tenho interesse em canções e artistas que serão lembrados daqui a 50 anos”.
Bob Dylan: “Ele é legal, você sabe, é ótimo. Mas não é uma grande influência”.
Brit Awards 2013: “Eu estou muito cansado dos shows, vou acordar no dia e decidir se vou ou não na cerimônia. É ótimo ser indicado, mas eu realmente não preciso de um prêmio para me inspirar e continuar fazendo músicas”.
Volta dos Libertines: “Quantas vezes eles já voltaram? Eles estão ficando sem dinheiro? Algumas músicas até que são boas, mas não sou um grande fã”.
Oasis: “Eu era um grande fã deles, mas não me importo em vê-los agora. Eu gostaria de tê-los visto em 1995, mas não hoje em dia”.
Reality shows musicais: “Aquelas pessoas, você coloca uma folha com músicas na frente delas e elas cantam. Elas não se importam. Cara, isso é detestável”.

Britney Spears: “Ela foi legal e me disse oi, mas essas estrelas tem um número tão grande de pessoas em volta delas que chega a ser ridículo. Eles deveriam deixar as pessoas serem elas mesmas e não fazer com que virem uma superestrela”.
Interesse pela música: “Antes dos 12 anos eu não tinha interesse em música, só em futebol. Então ouvi ´Vincent’ de Don McLean no final de um episódio dos Simpsons. Naquela hora eu pensei: ‘quero ser capaz de escrever canções como essa”.
Alex Clare (da música “Too Close”): “Algumas pessoas escrevem uma única música boa e o resto é tudo uma m****. Você vê isso nos festivais facilmente. E são pessoas que eu gostaria de citar, tipo aquele cara que escreveu a faixa dubstep pro comercial do Internet Explorer”.
Parentes x fama: “Um deles, não vou citar nomes, fica se referindo a mim como Jake Bugg, não Jake. E ele é da família! Ele quis tirar uma foto comigo e eu pensei: ‘por que diabos ele não quis fotografar comigo dois anos atrás?’”.
Sobre ele mesmo: “Sou tímido, acho que as pessoas não entendem isto. Talvez eu não seja uma pessoa muito legal, mas ninguém é perfeito”.




Torrada Fresh: suas saladas não serão mais as mesmas

Postado por Mais Preza em 17 de novembro de 2014 - Destaque, Gastronomia, Internet

Dentre os canais de culinária legais e diferentes que a gente curte muito falar por aqui, um está com uma novidade suuper legal pro verão. Estamos falando do  Torrada Torrada, que lançou há poucos dias uma temporada de programas especiais só com receitinhas leves pra todo mundo encarar o biquíni numa tranquila, numa boa.

As tradicionais Torradas do Dia já estão no clima saudável de verão

A ideia do Torrada Fresh é nos ensinar a fazer diversas saladas, alguns sanduíches (e torradinhas, é claro), picolés de iogurte com frutas e até algumas bebidinhas assim mais ~~refrescantes. E tudo sempre magrinho e muito prático.

Em alguns programas, a Luanda recebe convidados especiais pra ajudar a preparar as receitas

Como vão utilizar basicamente frutas e legumes, os pratos preparados pela Luanda Gazoni serão marcados pela presença de muito verde, como na foto aí de cima, ou de muitas cores, como esse aqui ó:

Pode confessar que deu aquela vontade de fazer em casa - e tirar uma fotinho igual ;)

Anota aí: os vídeos irão ao ar toda a terça-feira, até o finalzinho de fevereiro – época em que o calorão já começa a se despedir. O primeiro programa já está disponível e traz uma diquinha de salada de quinoa com lentinhas. Se já ficou curioso pra conferir, é só dar play aí:




As barbadas do último fim de semana da Feira do Livro

Postado por Mais Preza em 14 de novembro de 2014 - Destaque

Por Júlia Endress

A Feira do Livro acaba agora neste domingo, mas ainda tem muita coisa legal pra conferir até lá. Essa empolgação toda é da Aline Fanti, de 19 anos. Leitora fanática e frequentadora assídua de todo o universo cultural instalado na Praça da Alfândega, em Porto Alegre, ela nos acompanhou em uma visita às barracas de expositores apontando o que vale a pena investir.

Reunimos em uma breve (porém útil) listinha o que está dando sopa por lá e que vai te deixar feliz da vida por fazer um belo investimento. Ah, se você é figurinha carimbada da Feira e já decorou o lugar de todas as bancas, nem leia a lista. Ela foi feita pra quem quer atualizar a estante (nem que seja apenas uma vez por ano)!

A Aline lê cerca de 30 livros por ano (sem contar com os da faculdade, viu?)

Valore$: Um lançamento não é necessariamente caro, nem um clássico barato. Por exemplo, tem um lançamento da J. K. Rowling que está R$ 40 em uma banca e R$ 28 em outra. O livro em questão é “O bicho-da-seda”, segundo da nova série da autora de Harry Potter. Para quem gosta de histórias policias ou admira o trabalho de J. K., Aline garante que é uma boa pedida. Outra obra da lista das “leituras obrigatórias” que está figurando em praticamente todas as bancas e por um bom preço é “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell. “O mais importante é que ele foi lançado nos anos 40 e segue sendo muito atual. É uma obra que traz um reflexo da nossa sociedade, então eu considero uma leitura obrigatória pra nos fazer enxergar o mundo de forma mais clara”, indica a Aline.

Balaio$: Os balaios são velhos conhecidos do público. O achado do passeio foi um clássico, “O Grande Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald, na promoção de uma barraca, por menos de R$ 20.

Best-sellers – O autor do momento é John Green, que muitos talvez tenham conhecido por “A Culpa é das Estrelas”. No entanto, Aline tem outra indicação do escritor, “Quem é você, Alasca?”. Mais uma dica: “A Menina que roubava livros”, de Markus Zusak, que foi para os cinemas e tem como tema central o holocausto. As duas obras citadas estão custando entre R$ 20 e R$ 35, o que a Aline considera um pequeno investimento, já que são grandes histórias.

Gauchada: Lembra daquela história do neto que largou tudo pra curtir a vida com a vó que tinha Alzheimer? Pois bem, o livro que narra esses momentos, “Quem, eu?”, do jovem gaúcho Fernando Aguzzoli, está sendo vendido por uma média de R$ 20. Nós encerramos o percurso quando a Aline encontrou um exemplar de “Tragédia da Rua da Praia”, de Rafael Guimaraens. Como um dos destaques da literatura gaúcha, o livro é visto por ela como uma oportunidade pra conhecer melhor Porto Alegre. “Eu poderia citar outros, mas acho que esses têm os elementos necessários pra despertar curiosidade em todos porque eles nos fazem viver outros mundos além do nosso. Acho que a literatura é isso, e vir até a Feira certamente proporciona isso”.




Uma horinha pra falar de streetstyle

Postado por Mais Preza em 11 de novembro de 2014 - Destaque

De onde surge o interesse pelas ruas e como a publicidade se apropriou do fenômeno que virou o streetstyle? Por que nossos olhos estão cada vez mais voltados para as ruas?

Essas são algumas perguntinhas que a Claudinha Palma vai responder na palestra gratuita sobre streestyle que rola nesta quinta, aqui em Porto Alegre. O movimento, que dá atenção exclusiva à moda de rua, também vai ganhar uma reflexão sobre seus desdobramentos não só no mundo fashion, como na publicidade.

A função começa às 19h30min e vai rolar lá na Loja Pandorga (Miguel Tostes, 897). Logo depois, também acontece o coquetel de lançamento do Manual de Coolhunting, que passará a ser vendido na loja.

Legal, né? Mas apesar da palestra ser de graça, tem que confirmar a presença previamente por esse e-mail aqui ó: contato@artefashionbrasil.com. ;)




Psicodelia goiana: do mundo para o El Mapa

Postado por Mais Preza em 10 de novembro de 2014 - Destaque, Música, Show

Por Rafa Martins

Tá chegando a hora! Nesta terça começa o Festival El Mapa de Todos, (que a gente já deu todas as barbadas aqui) e, assim como a Mundo Livre S/A, fomos atrás do pessoal da Boogarins, que encerra o festival no sábado num show free pass ali no Teatro Bruno Kiefer.

Dá pra dizer que os caras estão a todo vapor! Com o álbum “As Plantas Que Curam”  lançado por selo gringo ano passado, os goianos acabaram de voltar de uma turnê que passou pela EuropaEstados Unidos (incluindo passagens pelos festivais SXSWAustin Psych Fest).

Trocamos uma ideia com o guitarrista Benke Ferraz, que falou pra gente da volta pós tour internacional, da relação da banda com a música latina e das descobertas musicais que eles tiveram pelo caminho. Confere aí:

Mais Preza – Depois de todos os shows internacionais que vocês fizeram nos últimos meses, o que significa voltar ao Brasil em turnê com essa bagagem e ainda encerrar um festival que celebra a integração latina?

Benke Ferraz – É uma experiência totalmente nova. Realmente não tocamos em nenhum palco ou festival que promovesse qualquer tipo de celebração ou integração da cultura latina, nem aqui no Brasil, nem fora. Estamos muito contentes por tocar no Rio Grande do Sul pela primeira vez, terra natal de várias bandas que nos influenciaram pra caramba, e num festival como El Mapa, que dissemina e da acesso a manifestações culturais que, mesmo estando aqui do lado, não tem tanto alcance no mercado brasileiro.

MP – Existe espaço na psicodelia do som da Boogarins pra influências latinas? Como vocês se relacionam com esse lado “geográfico” da música?

Benke – Uma das bandas favoritas do Dinho [vocal e guitarra] é o Los Shakers, do Uruguai. Conhecemos os argentinos do El Mato durante o Primavera Sound e gostamos muito dos shows, em Barcelona. Mas fora as bandas de rock dos países latinos, conhecemos muito pouco. Conhecemos muito de música brasileira, claro! Hehe.

MP – Com todas essas viagens, conhecendo bandas novas, vocês aproveitam (ou tem tempo) pra pesquisar sons novos, invadir lojinhas de discos, etc?

Benke – Ir na loja de discos mais próxima realmente é uma das poucas coisas que fazemos em quase todas as cidades em que chegamos. Normalmente, em turnê, não temos mais que uma tarde livre em cada cidade. Voltamos com vários LPs e cassetes. Inclusive um “Milagre dos Peixes” do Milton Nascimento, hehe. Entre os meus favoritos estão as cassetes do Holy Wave e o compacto com o single do novo disco do Ty Segall, que compramos dele no último dia do SXSW.

-> Aproveitando as dicas, a gente pediu pro pessoal da Boogarins montar um playlist com músicas que estão em alta rotação nos iPods deles. Dá o play aí e te diverte! ;)

Dicas do pessoal da Boogarins by Mais Preza on Grooveshark

Atenção neste som aqui, de uma banda também goiana chamada Carne Doce, novidade que o Benke fez questão de compartilhar com a gente.




El Mapa de Todos: ingressos e programação

Postado por Mais Preza em 7 de novembro de 2014 - Destaque, Música

[atualizado em 07/11 às 17:30]

Este ano, a quinta edição do Festival El Mapa de Todos tá cheia de novidades e a gente já vai te adiantando algumas.

Desta vez serão cinco dias de shows, que vão rolar de 11 a 15 de novembro. Além do Opinião, a função também acontece no Ocidente, Theatro São Pedro e no Teatro Bruno Kieffer. Artistas do Uruguai, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México e, é claro, Brasil, estão escalados para os shows.

bomba estereo

Aproveita que falta um tempo pra novembro e vai atrás do som deste pessoal aqui, que são alguns dos destaques deste ano:

Bomba Estereo: Na estrada desde 2005, eles vêm da Colômbia pra fazer um som bem eclético, que passa pelo rock, reggae, rap e eletrônico. Isso tudo sem esquecer as suas raízes caribenhas. Ufa!

Mundo Livre S/A (Brasil): um dos mais importantes grupos da moderna música brasileira. Em 2014, o grupo festeja os 20 anos do lançamento de seu disco de estreia, “Samba Esquema Noise”.

Projeto Comma (Brasil): de Caxias do Sul, o projeto é um duo que já se apresentou em vários festivais no Brasil e no exterior, com sua mistura de jazz, música eletrônica, ritmos latinos e brasilidades. O projeto é formado pelo trompetista Roberto Scopel e pelo percussionista e produtor Swami Sagara.

Beto Só e Banda (Brasil): o brasiliense Beto Só é um dos cantautores mais importantes da última geração do rock nacional. Autor de três discos, traz em sua bagagem a “militância” cultural pela cena independente nacional. No El Mapa, ele vai lançar seu novo disco, um tributo à “geração anos 2000”, com releituras de clássicos dessa época. (mais…)




A nova cara dos cafés de PoA

Postado por Mais Preza em 6 de novembro de 2014 - Destaque, Sem Categoria

Por Rafa Martins

Nos últimos meses, Porto Alegre ganhou várias opções de cafés bem aconchegantes. São cantinhos que apostam em decoração descolada and cardápio caseiro e, de quebra, acabam virando ótimas opções pra reuniões, happy hours e até aquele after janta. Por aqui, a gente lista alguns que super valem a pena conhecer! ;)

Pink Velvet Bakery (Venâncio Aires, 757) – Inaugurado no dia 20 de outubro, o local já chamava atenção mesmo antes de estar funcionando, graças a fachada e o letreiro PINK. A decoração interna segue na mesma cor, e a trilha sonora é recheada de hits pop, que são a cara do lugar. O cardápio? Bolos, cupcakes, tortas, doces e pães – muitos deles sem glúten e sem lactose -, além de deliciosos sanduíches, feitos na hora. Ah, também rola happy hour, já que eles servem cervejinha gelada. Funciona de segunda a sexta das 11h às 20h, sábados das 10h às 20h e domingos das 15h às 20h.

Quem ficou com água na boca dá RT

Agridoce Café (Sarmento Leite, 1024) – Aberto desde o dia 21 de outubro, o café/bar/confeitaria na Cidade Baixa conta com uma decoração retrô lindona. Móveis antigos, quadros e até uma horta dão ao ambiente aquele tom caseiro e uma biblioteca coletiva complementa o espaço. Doces, bolos e muitas delícias preparadas por uma doceira de mão cheia da confeitaria são protagonistas do cardápio, além de deliciosos sanduíches que podem ser acompanhados pelos drinks e cervejas artesanais. Funciona de terça a domingo, das 14h às 22h e em breve vai abrir mais cedo pra servir almoço.

A decoração do Agridoce é uma fofura à parte

Café do Duque (Duque de Caxias, 1354)  - Inaugurado há quatro meses no centro da Capital (mais precisamente na altura das escadarias da Duque), o espaço oferece, além do café, uma variedade de doces e tortas produzidas por ali mesmo. De quarta a sábado ainda rola um cardápio de petiscos pra galera que curte happy hour. Isso tudo sem falar nas belezuras que eles servem no almoço, sempre das 12h às 14h. E nem precisa dizer que o ambiente é pra lá de aconchegante, né? Funciona de segunda a sábado, das 10h às 19h30min.

Mais uma opção <3 no centro

Casa de Pelotas (República, 421) – Desde maio em funcionamento, o destaque fica pelos famooosos doces de Pelotas que são servidos no local e enchem os olhos de qualquer um que passe perto do balcão. Os salgados e petiscos são um ótimo acompanhamento para as cervejas artesanais e vinhos gaúchos que também fazem parte do menu. O lugar acaba sendo uma ótima opção pra galera que jantou pela Cidade Baixa e depois quer sentar pra comer um doce e tomar um cafezinho gostoso, que é servido até o horário do fechamento. Funciona segunda das 12h às 20h, de terça a quinta das 12h às 23h, sexta e sábado das 11h30min às 00h e domingo das 15h às 21h.

Doces de Pelotas, we <3 you

 

 

*Alguns desses lugares citados na matéria têm alimentos free glúten. Inclusiveee, já falamos de outros locais comprometidos com a alimentação natureba neste post aqui. ;)

 




A internet matou as locadoras?

Postado por Mais Preza em 5 de novembro de 2014 - Destaque

Por Rafa Martins

Faz quanto tempo que você não vai até uma locadora atrás de um filme? Se você demorou pra responder, provavelmente deve estar se perguntando: “quem, nos dias de hoje, ainda vai a uma locadora???”. Em tempos de Netflix e serviços de streaming a todo vapor – sem contar o cinema e a TV a cabo (essa cada vez com mais opções self service), paira a dúvida de como esses lugares indispensáveis na nossa vida nos 90’s, estão sobrevivendo neste mundo tecnológico e cheio de artimanhas.

Nos Estados Unidos, uma das maiores redes de locadoras, a Blockbuster, fechou sua última loja em janeiro deste ano. Ela inclusive foi uma das responsáveis pelo primeiro susto no mercado brasileiro, lá nos anos 90, quando tudo ainda bombava nesse meio. “Primeiro sentimos o impacto da TV a cabo e, em 95, com a chegada da Blockbuster no Brasil, todo mundo teve que se adaptar pra não perder a clientela”, comenta Eduardo Rocha, proprietário da Hi-Fi Video, que existe há mais de 20 anos na Independência, em Porto Alegre.

“A primeira queda veio em 2007, com a pirataria, mas o pior aconteceu depois de 2012, com o Netflix”, afirma Gilberta Ferreira, proprietária da Fox Vídeo, na Cidade Baixa, que está prestes a fechar as portas depois de duas décadas. “Hoje o perfil do consumidor é bem diferente, as pessoas trabalham mais, tem mais opções de lazer e pouco tempo pra vir até a locadora pegar o filme e depois devolver”, comenta.  O Eduardo também enxerga outro tipo de clientela, que na verdade, nem tem mais como rotular, “nos últimos anos notei uma maior rotatividade de clientes, ao invés daquele público fiel, que vinha todo o final de semana”, conta.

Mas nem tudo está perdido no mundo das locadoras e a internet ainda não tá com todo esse poder. Quem se interessa em assistir filmes alternativos ou clássicos, por exemplo, acaba recorrendo à moda antiga, e desembolsa entre R$ 4 e R$ 8 pra locação daquele título mais raro. “Temos uma grande variedade de clássicos e filmes europeus, e o isso acaba atraindo o público jovem, até pra pesquisas da faculdade”, explica Giovani Vieira, que trabalha há 15 anos na Classe A, locadora do centro de Porto Alegre. Por ali, uma exposição só com filmes ganhadores do Oscar ganha lugar de destaque. “Dos 85 filmes vencedores, faltam apenas 11 no nosso acervo”, comemora.

O mesmo público jovem e amante da sétima arte também passa pela Hi-Fi. “Atendo muitos jovens em busca de filmes alternativos, estudantes que vêm do interior, onde a locadora ainda é forte”, comenta Eduardo. Tudo isso porque muitos títulos simplesmente não estão disponíveis no mercado virtual. “Ganhei um cliente de volta que veio indignado por não ter achado o Lawrence da Arábia na internet”, comenta Giovani. O clássico com Peter O’Toole e Anthony Quinn é um dos muitos exemplos de títulos não liberados na rede.

Reinvenção é a alternativa – Além do acervo, as locadoras que ainda sobrevivem investem em atendimento personalizado e ambiente mais aconchegante. Na Espaço Vídeo, uma das maiores locadoras em atividade na Capital, a aposta são os funcionários, que tem que ter como pré-requisito a paixão pelo cinema. Além disso, o ambiente ganhou um café, alternativa  que também foi adotada na Hi-Fi. O modelo veio das livrarias, e deu um tom mais confortável e de maior interação entre os clientes.

Mas e o futuro? – “Tenho esperança que a locadora tenha um revival, assim como o vinil, mas acredito que não duraremos mais do que cinco anos”, comenta Giovani. Por outro lado, o Eduardo se espelha no mercado europeu após uma visita a Itália, onde as locadoras ainda são muito fortes, e acredita que por aqui ainda há muito o que explorar. “Todo mundo assiste filme, seja no cinema, na TV a cabo, no computador, no tablet, no DVD alugado ou comprado”, comenta.

Colecionadores – Enquanto isso, a galera que coleciona filmes tem uma grande oportunidade de adquirir raridades, já que praticamente todas as locadoras têm investido na venda do acervo. A Espaço Vídeo (Vasco da Gama, 153), por exemplo, conta com uma feira de usados onde muita coisa bacana pode ser encontrada. Já a Fox Vídeo (Lima e Silva, 708), pretende liquidar os seis mil títulos até janeiro, quando encerra as atividades, com preços a partir de R$ 4,90.




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