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Documentário “Nações em Conflito: Israel e os Povos Vizinhos no Tempo dos Reis” vai ao ar na Record

Produção revela os costumes da população que vivia perto dos israelitas na época do Rei Davi

Repórter Denise Odorissi no documentário 'Nações em Conflito' | Foto: Record TV / Divulgação / CP

Neste sábado (08/07), às 22h, a Record TV exibe o documentário especial “Nações em Conflito: Israel e os Povos Vizinhos no Tempo dos Reis”. A produção mostra como, há três mil anos, a região do Oriente Médio era marcada pelos confrontos de grandes exércitos em disputa por territórios. E que para o rei Davi também havia outra batalha: a luta para manter o povo conectado com um único Deus. "Todas as nações pensavam muito distintamente de Israel", explica o historiador Luiz Gustavo Assis. 

Os costumes e rituais de egípcios, filisteus e cananeus eram muito diferentes para os israelitas. As equipes da emissora no Brasil e em Israel mostram as pesquisas e descobertas da arqueologia que comprovam essas diferenças entre os povos que cercavam aquele reino. 

“Os filisteus eram politeístas. Então, existiam vários ídolos que eles adoravam, eles tinham templos e os israelitas não compartilhavam dessa fé", explica Silvia Epelboim, especialista em história de Israel. 

Assim como os filisteus, cananeus e egípcios também acreditavam em vários deuses. Registros apontam que o povo cananeu se valia de um ritual extremo: o sacrifício infantil. "Muitos dos deuses representados têm os braços estendidos, então acredita-se que se colocava a criança ali para ser sacrificada", explica Christie Chadwick, doutora em Arqueologia Bíblica. 

No Egito, chama atenção outra prática comum naquela época. "A gente sabe que entre os faraós se praticava o incesto", relata Christie. Os egípcios acreditavam que a relação entre parentes de primeiro grau era uma forma de manter uma “linhagem pura”. Hoje, a ciência sabe que o comportamento é uma das causas de diversas doenças genéticas. 

Ao longo dos séculos, costumes tão discrepantes inicialmente acabam se difundindo entre as populações da região. Parte dos israelitas é influenciada por práticas de outros povos, o que os afasta das próprias origens. "Existia muita imoralidade sexual, muitas orgias. E isso vai trazendo inúmeros problemas para a nação de Israel", explica o historiador Luiz Gustavo Assis. Os casamentos dos reis com esposas de outras nações tiveram grande influência nesse fenômeno. “A gente tem aqui muitas mulheres trazendo os seus ídolos”, explica.  

A base de conduta que os israelitas deveriam seguir está contida nos relatos bíblicos, sobretudo nos Dez Mandamentos. “Todos nós conhecemos um pouco deles. Não cometer adultério, honrar o pai e a mãe, não ter outros deuses", diz William Schniedewind, doutor em Estudos Bíblicos da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

O esforço constante para manter os princípios é retratado na série “Reis”, exibida pela Record TV, assim como os momentos em que parte do povo se corrompeu. “É terrível o que acontece por causa disso. Na série, as pessoas vão entender um pouco melhor essa história. Deus queria que Israel fosse a referência dele na Terra", explica Cristiane Cardoso, autora da superprodução. "Os israelitas tinham uma ideia de família, onde pais e mães seriam respeitados, onde Deus precisava ser o alicerce dessa família e essa família representava a nação", acrescenta o historiador Luiz Gustavo Assis.

 

 

Correio do Povo