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Verão

Especial

Eu sou sua história

anegroO escritor James Baldwin (1924/1987) sofreu duas vezes. Por ser negro e por ser homossexual. Tanto


que por nove anos deixou o seu Estados Unidos natal e foi morar na mais liberal Paris, na França.


Acabou voltando, com saudade de coisas que só na América do Norte encontraria - o calor dos amigos,


a comida de sua mãe. Mas também teve de encarar o racismo, violento nos anos 1960. Era amigo de três


ícones pela luta contra o segregacionismo: Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Jr.


Ele começou a escrever um livro sobre eles, "Remember This House", mas escreveu apenas 30 páginas


quando morreu, em 1987. O diretor Raoul Peck pegou o manuscrito e transformou no documentário "Eu


Não Sou Seu Negro"  ("I Am Not Your Negro"), onde usa imagens do escritor em suas participações de


programas na TV nos anos 1960, num deles Baldwin diz, impressionante, que "talvez daqui a 40 anos o


presidente dos Estados Unidos seja um negro", e também sua presença em protestos pelos direitos


civis, ao lado de Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Jr., todos os três acabariam sendo


assassinados.


"Eu Não Sou Seu Negro"  (I Am Not Your Negro), narrado pelo ator Samuel L. Jackson, traz ainda


imagens do século XIX e do começo e meados do século XX, quando a opressão contra os negros era


impiedosa - fazendo ainda uma ponte com o que ocorre nos Estados Unidos na segunda década do


século XXI, com as mortes de jovens negros nas cidades americanas. Assistindo ao filme, ficamos


pensando como coisas assim puderam ocorrer na história da humanidade?