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Verão

Especial

Imagens do topless de esquiadora do Líbano causam polêmica

Jackie Chamoun divulgou nota de desculpas e pedindo retirada das imagens da internet

Esquiadora pediu que imagens fossem retiradas da internet | Foto: Arquivo Pessoal / CP
A esquiadora libanesa Jackie Chamoun, única representante do país árabe nos Jogos de Inverno de Sochi, foi alvo de polêmica às vésperas de sua estreia. Foi divulgado em redes sociais um vídeo que mostra a produção de um calendário. Nas imagens, a atleta aparece de topless, o que causou revolta em algumas alas conservadoras do seu país, que inclusive avalia abrir uma investigação sobre o caso.

No vídeo, publicado no Youtube, mas que logo se espalhou pelo Twitter e pelo Facebook, Jackie Chamoun, de 22 anos, aparece com os seios à mostra e vestindo apenas uma calcinha. Após uma avalanche de comentários na internet, a maioria contrários à atitude, a competidora do slalom pediu desculpas em nota no Facebook. "O vídeo era parte do 'making off' da sessão de fotos. Não deveria ter sido publicado", explicou. "Queria pedir desculpas a todos vocês. Sei que o Líbano é um país conservador e que essa imagem não reflete nossa cultura", continuou.

"Tudo que peço é que parem de divulgar o vídeo, porque isto não me ajudará na minha concentração para o que é mais importante neste momento: meu treino e a competição", pediu a atleta. Mas, longe de obedecer ao desejo da esquiadora, o ministro da Juventude e do Esporte do Líbano, Faycal Karamé, reagiu pedindo ao Comitê Olímpico Libanês que investigue o caso com o objetivo de "proteger a reputação do país".

O Líbano é considerado um dos países mais abertos do mundo árabe em relação à liberdade de vestimenta e ao consumo de álcool, mas grande parte da sociedade ainda é profundamente conservadora. Chamoun, que já competiu nos Jogos Olímpicos de Vancouver (CAN) de 2010, recebeu também mensagens de apoio através das redes sociais. "Você tem o direito de fazer o que quiser. O Líbano não é um país conservador, é um país esquizofrênico", dizia uma delas.


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AFP