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Inter pode atrasar o 13º dos funcionários e atletas do clube

Direção colorada pode recorrer a empréstimos bancários para pagamento

Jogadores como o volante Rodrigo Dourado podem ser vendidos para equilibrar as finanças coloradas | Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP
O próximo presidente ainda não foi informado oficialmente, mas o Inter provavelmente não pagará o 13º salário de funcionários e atletas em dia. Se o fizer, terá que recorrer a empréstimos bancários e seus juros escorchantes. Tal informação resume a situação financeira que Marcelo Medeiros, que assume em 2 de janeiro, herdará de Vitorio Piffero.

“Não temos os dados completos ainda, mas os conselheiros foram informados que o clube fecharia o ano no 0 a 0. Essa é a nossa expectativa”, enfatizou o 1º vice-presidente eleito João Patrício Hermann. A sua esperança, porém, deve ser frustrada. Mesmo recebendo R$ 60 milhões em luvas da Globo e do Esporte Interativo — R$ 47 milhões da primeira e R$ 13 milhões da segunda — pelos contratos de TV fechada de 2019 a 2024, o Inter manteve um déficit estrutural de aproximadamente R$ 5 milhões por mês.

“A situação é absolutamente normal. Há compromissos a serem cumpridos, como sempre houve. Administrar um clube do tamanho do Inter é uma tarefa desafiadora, mas a situação que deixaremos não é melhor nem pior do a que recebemos há dois anos. Eu diria que deve ser igual”, observa o diretor de controladoria e transparência, Sandro Farias.

Ou seja, além de levar o Inter à segunda divisão dentro do campo, fora dele, a gestão de Vitorio Piffero, no mínimo, foi igual a dos seus antecessores. Deixará dívidas, obrigações para pagar e um déficit estrutural perigoso, que existe há pelos menos 30 anos e só é amortizado com a venda de jovens atletas. “Aquela história de vender um jogador por ano continua, mas parece que a necessidade aumentou um pouco ultimamente”, finaliza João Patrício Hermann.

Fabrício Falkowski