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Impeachment foi processo "traumático e doloroso", afima Lewandowski

Ministro do STF deu aula magna em curso de direito da Uniritter em Porto Alegre

Ministro do STF deu aula magna em curso de direito da Uniritter em Porto Alegre | Foto: Fabiano do Amaral
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, afirmou nesta sexta-feira, em Porto Alegre, que o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi 'traumático e doloroso'. A manifestação do magistrado ocorreu durante aula magna do curso de Direito da Uniritter, no auditório do campus Zona Sul. Lewandowski criticou ainda o elevado número de partidos políticos no país e o protagonismo excessivo do STF.

Ao palestrar sobre o tema "O Conceito da República", o ministro lembrou que presidiu o processo "mais instigante mas traumático, ao mesmo tempo, pelas consequências de se retirar um presidente da República do cargo". E destacou que, nos Estados Unidos, o presidente (Richard) Nixon renunciou antes do processo de impeachment, assim como o ex-presidente Fernando Collor. "Neste caso (Dilma) levou-se pela primeira vez na história do Brasil avante este processo complexo, traumático e, de certa forma, doloroso, mas no lindes da constituição".

Ao classificar o STF como "poder moderador", Lewandowski criticou o Legislativo. "O Judiciário tem protagonismo excessivo talvez em função da debilidade dos demais Poderes, especialmente do poder Legislativo no Brasil, que hoje abriga no seu bojo 25 partidos políticos, onde é difícil chegar a consensos. Há sempre um terceiro por resolver as disputas. O STF, com oitos votos, em matéria constitucional, resolve qualquer questão que dificilmente pode ser resolvida num colegiado maior", compara.

Correio do Povo