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  • 06/12/2011
  • 09:03
  • Atualização: 09:25

Obra sobre Fernando Pessoa será lançada hoje na Capital

Livro faz parte da Coleção Dicionários

Dicionário Fernando Pessoa é sétima obra da coleção | Foto: Tarsila Pereira

Dicionário Fernando Pessoa é sétima obra da coleção | Foto: Tarsila Pereira

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  • Correio do Povo

O português Fernando Pessoa que definiu o poeta como "um fingidor", que "finge tão completamente / que chega a fingir que é dor / a dor que deveras sente" é o objeto da sétima obra de Coleção Dicionários, concepção da Agência Matriz, capitaneada pelo diretor e também poeta Luiz Coronel e com o patrocínio do Grupo Zaffari. A obra "Dicionário Fernando Pessoa, um Poeta Predestinado" tem lançamento nesta terça-feira, às 19h, no Foyer do Teatro do Bourbon Country (Túlio de Rose, 80, 2 andar), em Porto Alegre.

O autor de "Tabacaria", "Autopsicografia", "Hora Absurda" e "Lisbon Revisited" seja como Pessoa ou seus heterônimos mais conhecidos, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro, segue a senda de transposição em verbetes por Coronel e equipe, iniciada em 2005, com "Erico Verissimo, o Tempo e o Vento a Passar", seguindo com Mário Quintana, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Gabriel Garcia Márquez e William Shakespeare, nos anos subsequentes.

Com projeto gráfico da TAB Marketing Editorial e coordenação de pesquisa de Janaína Baladão, a obra nasceu de um caminhar solitário de Coronel pelas ruas de Lisboa. "Nas caminhadas, comecei a entender melhor a obra de Pessoa que conhecia há 40 anos, fazendo a transição entre o jovem que fui e este senhor de idade provecta", reflete o poeta. Segundo Coronel, o dicionário resulta de pesquisa realizada por 12 doutores, mestres, professores e escritores afeitos a obras dicionarizada, com seleção de mil verbetes, cujo nexo é a maneira com que cada palavra dicionarizada se insere no texto do autor.

"Nestas obras, procuramos como as palavras comparecem na obra do autor", explica. No meio da conversa sobre a obra que será lançada hoje, Coronel cria uma quadra para Pessoa, em redondilha maior (versos de sete sílabas): "Quantas pessoas em Pessoa? / Pergunto ao vento que passa / Mas existe um só Pessoa / Morador de muitas casas". Após a poesia, segue a prosa: "Estes dicionários estão sendo grandes cursos de Literatura para nós e serão para os leitores, pois passamos um ano mergulhados na vida e obra dos autores selecionados", aponta Coronel, lembrando que estão sendo estudados nomes como José Saramago, Jorge Luis Borges, Carlos Drummond de Andrade, Pablo Neruda ou Manoel de Barros para a próxima edição.

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