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  • 15/11/2012
  • 00:38
  • Atualização: 11:28

Atraso não abala o rock explosivo do Kiss no Gigantinho

Porto Alegre se maquiou de Gene Simmons e Cia. para show inigualável de fogo, fumaça e luz

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  • Daniel Soares/Correio do Povo

Promessa cumprida: o Kiss mostrou, agora pouco no Gigantinho, que os 40 anos de rock lhe deu bagagem suficiente para estar entre os grandes do gênero, com um inigualável e explosivo show para mais de 10 mil pessoas que não se importaram com o atraso de mais de duas horas para o início do show. A demora se justificou pela retenção de parte do equipamento na alfândega do Paraguai até o inicio da noite.

A atmosfera ficou ainda mais propícia para a apresentação dos sessentões, Gene Simmons e Cia., com o figurino da plateia. Muitos maquiados a rigor como os personagens da banda, camisetas pretas em profusão, máscaras e penteados malucos. Gene e Paul Stanley, remanescente da formação original comandaram o espetáculo que agora ganha os reforços de Tommy Thayer na guitarra, que está com o Kiss de 2002 e Eric Singer na bateria, que já entrou e saiu do grupo várias vezes.

A lendária banda abriu, na Capital, parte brasileira da "Monster Tour", que ainda passará por São Paulo no sábado, e pelo Rio de Janeiro, no próximo domingo. Antes da banda entrar no palco, os fãs foram "aquecidos" pelo hard rock da gaúcha Rosa Tattoada que na terça comemorou 24 anos de atividades.

Como tem feito há alguns anos, o Kiss abriu com "Detroit Rock City", descendo de uma plataforma para delírio total do público e na sequencia, outro hit, "Shout it Out Loud", cantada em duo por Gene e Paul e ainda "Calling Dr. Love". Era só o aperitivo da avalanche de hits que viria na noite. Do disco novo a primeira a ser tocada foi "Hell Or Hallelujah" que abre "MOnster" e que foi seguida por "Wall of Sound", faixa que comprova o retorno do Kiss aos seus melhores momentos ainda nos anos 70, com direito a dobradinha das guitarras de Paul Stanley e Tommy Thayer. "Hotter than Hell", que vem a seguir engata a banda novamente nos hits e Gene protagoniza o primeiro grande momento da noite, cuspindo fogo e "sangue" e o público canta junto e pula nos primeiras batidas da bateria de Singer para "I Love it Loud", música que faltou na apresentação do Kiss em Porto Alegre em abril de 1999 e uma das mais conhecidas da banda.

Logo depois vem outra do álbum novo, "Outta This World" e Thayer e Singer mostram seu virtuosismo na parte solo de guitarra e bateria, dando um refresco para os fundadores.Tommy agradou e muito nos solos e sua guitarra, como Ace Frehley fazia, soltou fogos contra a bateria de Singer que respondeu com mais pirotecnia com uma bazuca voltada para o guitarrista. Na volta, é Gene quem sola no baixo e mais sangue e suour fazem o público ir a loucura. A banda volta com tudo para mais hits, com a sequencia de "God of Thunder", "Black Diamond", "Psycho Circus", "Love Gun" e "War Machine".

Do novo trabalho, a banda ainda toca "Long Way Down" e se despede do palco. No bis, a quebradeira geral apoteótica com "Lick it Up", hard rock até os ossos e lembrada como a primeira vez que o Kiss apareceu sem maquiagem, seguida por "I Was Made for Lovin' You" e o hino "Rock and Roll All Nite", com direito a Paul Stanley quebrando a guitarra. A lembrança do frio daquele show de 1999 foi plenamente apagada. O Kiss está de volta. Ou melhor, nunca saiu de cena, está ai cumprindo o que promete e com bônus. Depois de sairem de cena, o telão de LED estampou: "Brazil Kiss Loves You!!!!!

Atraso não abala o rock explosivo do Kiss no Gigantinho | Foto: Fabiano do Amaral

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