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  • 10/02/2013
  • 08:05
  • Atualização: 13:58

Carnaval de Porto Alegre pode ser decidido na Justiça

Entidades discutem sobre o número de agremiações que serão rebaixadas e promovidas

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  • Cláudio Isaías é Wagner Machado / Correio do Povo

Enquanto as escolas mostravam na avenida o trabalho desenvolvido durante todo o ano, um impasse entre duas entidades, que representam as agremiações, gerou dúvida durante todo o evento sobre o número de agremiações que serão rebaixadas e promovidas no Grupo Especial neste ano. Caso não ocorra um acordo, o resultado do Carnaval de Porto Alegre pode ser decidido na Justiça.

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O presidente da Associação das Entidades Carnavalescas de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul (Aecpars), que é reconhecida pela Procuradoria-Geral do Município, Victor Hugo Amaro, defende que o regulamento já existente seja mantido. “Já está previsto deste o ano passado que duas escolas cairão para a Divisão de Acesso e duas subirão à elite. A regra é essa e tem que ser respeitada”, argumenta.

Em contraponto, o presidente da União do Grupo Especial do Carnaval de Porto Alegre (Ugespa), que não tem legitimação jurídica, Juarez Gutierrez, sustenta que o número de rebaixados e promovidos seja de apenas um. “ A festa é organizada pela Ugespa que tem como objetivo a profissionalização do Carnaval. O regulamento da entidade diz que sobe uma e outra desce”, garante.

No entanto, apesar de desejar a mudança, Gutierrez acredita que as divergências em relação as regras serão resolvidas através de um acordo entre as partes, sem necessidade de recurso judicial. “Temos 48 horas para finalizar a discussão antes do resultado final”, minimiza.

O coordenador de manifestações culturais da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), Joaquim Lucena, entende que é preciso consenso entre as duas entidades para o bem do Carnaval. “ De fato a Liga tem razão, mas de direito a Associação está certa”, resume

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