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  • 27/05/2010
  • 22:24
  • Atualização: 00:01

O rádio gaúcho de luto: morre Fernando Veronezi

Aos 74 anos, programador musical atuou por cinco décadas na Guaíba

Morre Fernando Veronezi | Foto: Arquivo Pessoal

Morre Fernando Veronezi | Foto: Arquivo Pessoal

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  • Rádio Guaíba

O rádio gaúcho está de luto. Morreu, nesta quinta-feira, vítima de falência múltipla dos órgãos, o programador musical Fernando Veronezi, que atuou por mais de cinco décadas na Rádio Guaíba. Em 14 de fevereiro, ele internou-se para uma cirurgia de extração da vesícula, no Hospital Divina Providência, onde permaneceu, durante todo este período. O velório ocorre a partir das 8h desta sexta-feira na Capela 1 do Crematório Metropolitano. Às 20h, o corpo será cremado.  

A história de Veronezi se confunde com a da Rádio Guaíba. Até bem pouco tempo, era o responsável pela programação musical da emissora, tanto na AM quanto na FM. 

O programa que assinava, “Noturno Guaíba”, começou a ser veiculado em julho de 1985 e ficou por mais de duas décadas no ar. Tradicionalmente apresentado da meia-noite à 1h da madrugada, o programa era especializado em música da velha guarda brasileira, tangos, boleros e canções latinas. Para isso, Veronezi utilizava o enorme acervo musical da rádio, que chegou a contar com quase 2 mil exemplares, parte deles trazida pelo próprio progamador.

Veronezi, que entrou na Guaíba pouco depois da fundação da emissora, foi um dos que definiu, junto com o radialista Osmar Meletti, um padrão musical que atraiu milhares de fãs nas últimas décadas. Por muitos anos, teve o cuidado de armazenar em fitas as principais reportagens, a fim de preservar a memória radiofônica do Estado.

Em uma reportagem do site Coletiva.net, Veronezi contou que, quando chegou à Guaíba, foi apresentado a Arlindo Pasqualini, fundador da emissora. “Foi um dos momentos mais marcantes da minha vida. Foi o homem mais notável que conheci, tanto como cidadão quanto como profissional”, relatou.

Em entrevista à própria Guaíba, em 2003, ele contou que se sentia "um guri", que tinha a rádio como "a própria casa" e que, em nenhum momento pensava em parar. 

     Ouça o áudio: Programador fala sobre sua carreira em entrevista em 2003

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