Correio do Povo

Porto Alegre, 24 de Julho de 2014


Porto Alegre
Agora
12ºC
Amanhã
16º


Faça sua Busca


Notícias > Geral > Saúde

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

18/05/2011 03:55 - Atualizado em 18/05/2011 04:21

Falta de Ritalina preocupa usuários da farmácia do Estado

Medicação usada para o déficit de atenção não é encontrada nas farmácias

Mesmo enfrentando fila, as pessoas voltam para casa sem o remédio<br /><b>Crédito: </b> Arthur Puls
Mesmo enfrentando fila, as pessoas voltam para casa sem o remédio
Crédito: Arthur Puls
Mesmo enfrentando fila, as pessoas voltam para casa sem o remédio
Crédito: Arthur Puls

Os pacientes que necessitam do medicamento Ritalina, um estimulador do grupo dos anfetamínicos, geralmente indicado para o tratamento do déficit de atenção com hiperatividade em crianças e adultos, estão com dificuldade de conseguir o medicamento na farmácia do Estado. Quem utiliza o remédio e não tem condições de adquiri-lo com recursos próprios, recorre à farmácia para recebê-lo gratuitamente. No entanto, os pacientes que recorrem à farmácia localizada na esquina da avenida Borges de Medeiros com a rua Riachuelo, enfrentam fila e voltam para casa sem o remédio.

Há algumas semanas juntaram-se a esses pacientes outros, os que têm condições financeiras e receita médica para adquirir Ritalina, mas o mesmo não é encontrado nem mesmo na rede particular de farmácias.

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) reconhece que muitas vezes faltam itens na unidade, mas atribui o atraso aos processos de compras, que devem seguir regras rígidas. No caso específico da Ritalina, a secretaria diz que foi efetuada uma compra e que o governo negocia a antecipação da entrega. A projeção é de que num prazo de 15 dias a distribuição esteja normalizada e as necessidades da população sejam atendidas.

Nas farmácias privadas, a situação não é muito diferente: a medicação também está em falta. É preciso circular em vários estabelecimentos até encontrar o medicamento. Quando isso acontece, geralmente os lotes do remédio já foram vendidos.

A psiquiatra Carla Bicca chama atenção para a importância da medicação aos pacientes com déficit de atenção e hiperativos. Explica que a ingestão do medicamento permite um melhor bem-estar do paciente. "É uma medicação importante, pois ajuda no funcionamento do indivíduo que consegue, por exemplo, estudar e trabalhar bem. Não existe na saúde um substituto de primeira linha", salientou.

Bookmark and Share

Fonte: Correio do Povo






O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.