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11/01/2013 18:19 - Atualizado em 11/01/2013 18:26

Decisão da Justiça pode fazer Volkswagen substituir motores de 400 mil carros

Ministério Público do RS sustenta que há desgaste em componentes dos veículos

A juíza Carla Patrícia Boschetti Marcon Della Giustina, da 15ª Vara Cível da Comarca de Porto Alegre, deferiu liminar determinando que a Volkswagen chame proprietários de, aproximadamente, 400 mil automóveis em todo o Brasil para que seja avaliada em concessionárias da marca a necessidade de troca dos motores de cada um dos carros. A decisão foi tomada depois de pedido da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre, que sustenta haver desgaste prematuro em componentes.

A decisão atinge proprietários de Fox 1.0 (chassis: 94000017 até 94165002), Novo Gol 1.0 (chassis 9P000001 até AP 077821) e Voyage 1.0 (chassis 9T000001 até AT157948), todos do ano/modelo 2009/2010. A multinacional deve publicar o chamamento nos jornais de maior circulação de cada estado do País. Em caso de não haver necessidade de troca de todo o motor, os componentes desgastados terão de ser substituídos.

O problema provoca ruídos nos veículos, conforme o Ministério Público gaúcho. Em caso de descumprimento das medidas, estão previstas multas diárias de R$ 10 mil, se não ocorrer a publicação em jornais, e R$ 20 mil, em caso de os motores ou componentes não serem substituídos. A multa, no entanto, pode chegar a R$ 2 milhões, segundo prevê a ação civil pública.

De acordo com o promotor Rossano Biazus, a empresa lançou uma campanha para incentivar proprietários dos modelos em questão a substituírem o óleo do motor. O chamamento alertava que um tipo errado de líquido lubrificante havia sido introduzido nos carros – o que explicava os ruídos - e que as trocas deviam ocorrer a cada seis meses – período menor que o recomendado no manual. A suspeita é de que a multinacional possa, desde então, estar “mascarando” um problema maior, segundo Biazus. Houve tentativa de fazer uma perícia nos modelos, mas conforme o promotor, a Volkswagen não aceitou e por isso houve a ação judicial. A investigação começou há pouco mais de dois anos, depois da denúncia de um cliente da marca.

A reportagem contatou o Sindicato das Concessionárias de Veículos do Estado, que explicou que a resposta deve ser dada pela concessionária representante da marca no Rio Grande do Sul. A Rádio Guaíba ainda entrou em contato para a empresa, que sugeriu que o representante da multinacional nos Estados do Sul falasse a respeito. Porém, até agora, não houve resposta.

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Fonte: Samuel Vettori / Rádio Guaíba






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