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20/02/2013 19:52 - Atualizado em 20/02/2013 21:11

Chuva estoura tubulação de obra que custou R$ 59 milhões na Capital

Carro caiu em cratera na esquina da Coronel Bordini com a Marquês do Pombal

Chuva estoura tubulação de obra que custou R$ 59 milhões na Capital. Clique para ver mais fotos
Crédito: Mauro Schaefer

Devido à forte chuva que atingiu Porto Alegre nesta quarta-feira, uma cratera se abriu na esquina da rua Coronel Bordini com a Marquês do Pombal, no bairro Auxiliadora. Parte do Conduto Forçado Álvaro Chaves, obra que custou R$ 59 milhões aos cofres públicos, cedeu e um carro caiu no local.

Conforme a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o condutor não estava no veículo. O trânsito foi  bloqueado no acesso à Bordini, sendo desviado pela Marquês do Herval, Doutor Timóteo, retornando à Marquês do Pombal.

De acordo com diretor-geral do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), Tarso Boelter, o problema no conduto ocorreu em razão dos 62 milímetros de chuva que caiu na Capital. O excesso de água rompeu parte da tubulação, mas a empresa responsável pelo projeto já foi contatada para verificar se houve prejuízos em outros pontos da galeria.

“Estamos (os secretários) reunidos com o prefeito para ver que medidas para contornar os estragos do temporal. Outras obras que estão em andamento na Capital foram inundadas”, explicou Boelter. Questionado sobre quem arcará com os danos no veículo, o diretor do DEP admitiu que ainda não havia pensado nesta questão.

Cidade Subterrânea - dos 15 mil metros de canalizações do Álvaro Chaves, 1,95 mil metros são de conduto forçado (rede sob pressão), 2,51 mil metros são redes de macrodrenagem e 10,85 mil metros são tubulações de microdrenagem (rede de diâmetro inferior a 1,5 metro).

Cerca de 3,8 mil metros de galerias de concreto foram construídas no subsolo para conduzir a água da chuva ao Guaíba. Na Rua Cel. Bordini localiza-se a maior galeria do conduto, com 7,5 metros de largura e 2,5 metros de altura. Para a execução dessa galeria, o DEP fez uma escavação de 8,8 metros de profundidade, maior que um prédio de dois andares.

O conduto foi construído com financiamento de 66% do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e contrapartida da prefeitura de Porto Alegre, de 34%. O objetivo é controlar alagamentos em pontos críticos de nove bairros e da Avenida Goethe.

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Fonte: Wagner Machado / Rádio Guaíba






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