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05/03/2013 10:51 - Atualizado em 05/03/2013 13:17

Cpers aponta que 54% das escolas do RS não têm plano contra incêndio

Levantamento indica falta de professores em 40,9% das instituições

Presidente do Cpers,  Rejane de Oliveira, apontou problemas na segurança das escolas, além da falta de professores<br /><b>Crédito: </b> Vinícius Roratto
Presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, apontou problemas na segurança das escolas, além da falta de professores
Crédito: Vinícius Roratto
Presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, apontou problemas na segurança das escolas, além da falta de professores
Crédito: Vinícius Roratto

Um levantamento do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers) que apurou as condições do ensino no Estado revela que 54% das instituições estaduais não têm ou não souberam responder sobre o plano de prevenção contra incêndio (PPCI). Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela direção da entidade em Porto Alegre.

Há pouco mais de um mês da tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, que vitimou 240 jovens, o assunto ganha ainda mais urgência. De acordo com a presidente da entidade, Rejane de Oliveira, a situação é inaceitável e demonstra falta de cuidado do governo com a educação, uma vez que coloca os estudantes, professores e profissionais em risco.  "Existe o problema não só da falta de professores, mas da falta de segurança, e nós achamos que isso é uma situação muito grave”, sintetizou.

Além da questão de segurança, a pesquisa do Cpers apurou a falta de funcionários e docentes e as condições de infraestrutura das escolas. Segundo o estudo, há déficit de professores em 40,9% das instituições do Estado, sendo que em mais de 50% faltam até 10 docentes. A maior concentração é na região Metropolitana. Além disso, em mais de 13% das escolas existem turmas com excesso de alunos. “Nós já apontávamos desde o ano passado que não tem professores nas escolas do Estado. Nossos alunos, já no início desse ano, voltaram para suas casas, alguns ficaram nas praças, porque não podiam ter aula", resumiu a presidente do Cpers. Também é elevado o número de ausência de funcionários. O percentual é de 45,1%.

Outro dado alarmante e preocupante é que 66,48% das escolas possuem algum setor inoperante por falta de profissionais ou infraestrutura. Em 28,17% das escolas, as bibliotecas não funcionam e, em 27,04%, são os laboratórios de informática que estão inativos. Pela pesquisa, 61,4% das escolas não têm condições adequadas para o funcionamento. “Há escolas em que os laboratórios de informática não podem funcionar porque há risco de curto elétrico. Em algumas, as quadras de esporte estão tomadas pelo esgoto, porque há problemas de encanamento”, apontou Rejane.

Para Rejane de Oliveira, o governo estadual está sendo irresponsável. Ela argumentou que o concurso público é apenas uma política de “faz de conta”. Isso porque o governo abre 10 mil vagas, quando a carência de profissionais é de 30 mil. “Estão apenas manipulando os dados e não resolvendo o problema”, afirmou. Já a vice-presidente do Cpers, Neida Oliveira, ressaltou que a pesquisa evidencia que os professores não têm condições necessárias para trabalhar. O mesmo reflete na qualidade do ensino e do aprendizado do aluno. “Estamos na defesa dos estudantes e dos professores. O poder público é omisso”, ressaltou.

A pesquisa foi feita nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro com diretores e funcionários de escolas estaduais, por meio de questionários enviados a 355 escolas, dentro do universo de 2.684 estabelecimentos. O Cpers fará na sexta-feira uma Assembleia Geral da categoria no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre, a partir das 14h.

Com informações dos repórteres Mauren Xavier e Jimmy Azevedo

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Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba






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