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A força-tarefa que inspeciona a segurança dos bares e boates de Porto Alegre em relação a incêndio vai ampliar o seu trabalho de fiscalização. Os próximos alvos da prefeitura e do Corpo de Bombeiros serão os prédios públicos municipais e estaduais (onde estão localizadas grande parte das secretarias), casas noturnas clandestinas (que não tem registro nos cadastros da prefeitura), casas geriátricas e galerias comerciais da Capital.
O secretário municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), Humberto Goulart, destaca que os estabelecimentos clandestinos e as casas geriátricas oferecem mais riscos aos frequentadores e moradores, a grande maioria idosos. “A situação nestes estabelecimentos é preocupante”, ressalta. Uma segunda etapa da fiscalização, de acordo com Goulart, será realizada nos prédios públicos e galerias. “Vamos chegar em todos. Temos muito trabalho pela frente e nada vai ficar de fora”, acrescenta.
A fiscalização começou no dia 22 de fevereiro e foram visitadas 90 casas noturnas de um total de 102 previstas pela prefeitura. Desse total, mais de 40 foram fechadas por não apresentarem o Plano de Prevenção contra Incêndio (PPCI) emitido pelo Corpo de Bombeiros. Segundo Goulart, é fundamental que os empresários mudem a cultura do “jeitinho” e agilizem os licenciamentos e alvarás.
A força-tarefa avalia cada estabelecimento de acordo com a sua situação na prefeitura de Porto Alegre. Os que têm apenas licenças municipais são notificados para suspenderem as atividades até que apresentem o alvará contra incêndios do Corpo de Bombeiros. Os outros estabelecimentos são notificados da interdição até se regularizarem. A ação foi deflagrada depois do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, no dia 27 de janeiro, que resultou na morte de 241 pessoas.
Fonte: Cláudio Isaías / Correio do Povo
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