 Promotores que preparam denúncia ficarão exclusivamente no caso da boate Kiss Crédito: Tarsila Pereira / CP Memória
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Promotores que preparam denúncia ficarão exclusivamente no caso da boate Kiss
Crédito: Tarsila Pereira / CP Memória
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Uma força-tarefa foi constituída pelo Ministério Público para enfrentar o exame do inquérito policial que foi entregue no Foro de Santa Maria, na sexta-feira, e em seguida foi encaminhado para vista. O promotor de Justiça da Vara Criminal, Joel Oliveira Dutra, disse que o grupo iria começar a examinar ainda ontem a peça que relata o que a Polícia Civil conseguiu apurar sobre a maior tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, o incêndio da boate Kiss, que tirou a vida de 241 pessoas.
De acordo com Dutra, mais dois promotores de Justiça, além dele, ficam somente nesse caso. São Maurício Trevisan e Davi Medina, este último de Porto Alegre, e também a promotora Ivanise Jann de Jesus, da área cível, conforme anunciou o MP, sem citar os servidores. Ainda não há uma previsão para o término da análise. “Creio ser difícil concluir a análise nos cinco dias, determinados por lei”, comentou o promotor de Justiça, destacando a quantidade de documentos a serem examinados. “Não temos como falar em prazos, mas vamos fazer em tempo hábil”, acentuou.
Os defensores dos indiciados já iniciaram, na sexta-feira, uma estratégia para que os cinco dias sejam respeitados. O advogado de Mauro Hoffmann (um dos sócios da Kiss), Mário Cipriani, disse acreditar que o prazo começou a contar a partir de sexta-feira e que irá aguardar a decisão no tempo prescrito por lei: cinco dias. Após a manifestação do MP, o advogado disse que pretende postular a liberdade de seu cliente. Se o prazo levar mais do que cinco dias, o advogado é categórico: “O Ministério Público pode levar o tempo que quiser para fazer a análise e se pronunciar, mas isso desde que as pessoas estejam em liberdade”. Cipriani completou: “Tenho a intenção de na segunda ou na terça entrar com o pedido de liberdade de Hoffmann”.
O defensor de Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Omar Obregon, também espera a manifestação do MP para definir a sua estratégia. Santos e os outros não estão em liberdade, considerou o advogado, porque o pedido de prisão preventiva foi acolhido pelo Ministério Público. “Ou seja: a decisão saiu da esfera policial, com a entrega do inquérito e passou para o Ministério Público”, explicou. “Agora são os promotores de Justiça que devem decidir se mantêm ou não o meu cliente e os outros presos”, afirmou.

Fonte: Paulo Roberto Tavares / Correio do Povo
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