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23/03/2013 11:17 - Atualizado em 23/03/2013 12:22

Força-tarefa do MP examina inquérito da tragédia de Santa Maria

Promotores que preparam denúncia ficarão exclusivamente no caso da boate Kiss

Promotores que preparam denúncia ficarão exclusivamente no caso da boate Kiss<br /><b>Crédito: </b> Tarsila Pereira / CP Memória
Promotores que preparam denúncia ficarão exclusivamente no caso da boate Kiss
Crédito: Tarsila Pereira / CP Memória
Promotores que preparam denúncia ficarão exclusivamente no caso da boate Kiss
Crédito: Tarsila Pereira / CP Memória

Uma força-tarefa foi constituída pelo Ministério Público para enfrentar o exame do inquérito policial que foi entregue no Foro de Santa Maria, na sexta-feira, e em seguida foi encaminhado para vista. O promotor de Justiça da Vara Criminal, Joel Oliveira Dutra, disse que o grupo iria começar a examinar ainda ontem a peça que relata o que a Polícia Civil conseguiu apurar sobre a maior tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, o incêndio da boate Kiss, que tirou a vida de 241 pessoas.

De acordo com Dutra, mais dois promotores de Justiça, além dele, ficam somente nesse caso. São Maurício Trevisan e Davi Medina, este último de Porto Alegre, e também a promotora Ivanise Jann de Jesus, da área cível, conforme anunciou o MP, sem citar os servidores. Ainda não há uma previsão para o término da análise. “Creio ser difícil concluir a análise nos cinco dias, determinados por lei”, comentou o promotor de Justiça, destacando a quantidade de documentos a serem examinados. “Não temos como falar em prazos, mas vamos fazer em tempo hábil”, acentuou.

Os defensores dos indiciados já iniciaram, na sexta-feira, uma estratégia para que os cinco dias sejam respeitados. O advogado de Mauro Hoffmann (um dos sócios da Kiss), Mário Cipriani, disse acreditar que o prazo começou a contar a partir de sexta-feira e que irá aguardar a decisão no tempo prescrito por lei: cinco dias. Após a manifestação do MP, o advogado disse que pretende postular a liberdade de seu cliente. Se o prazo levar mais do que cinco dias, o advogado é categórico: “O Ministério Público pode levar o tempo que quiser para fazer a análise e se pronunciar, mas isso desde que as pessoas estejam em liberdade”. Cipriani completou: “Tenho a intenção de na segunda ou na terça entrar com o pedido de liberdade de Hoffmann”.

O defensor de Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Omar Obregon, também espera a manifestação do MP para definir a sua estratégia. Santos e os outros não estão em liberdade, considerou o advogado, porque o pedido de prisão preventiva foi acolhido pelo Ministério Público. “Ou seja: a decisão saiu da esfera policial, com a entrega do inquérito e passou para o Ministério Público”, explicou. “Agora são os promotores de Justiça que devem decidir se mantêm ou não o meu cliente e os outros presos”, afirmou.



 



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Fonte: Paulo Roberto Tavares / Correio do Povo






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