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  • 04/04/2013
  • 11:52
  • Atualização: 12:36

Prejuízo com vandalismo em protesto ultrapassa R$ 32 mil

Novo ato público contra reajuste da tarifa de ônibus em Porto Alegre está marcado para às 18h

Durante manifestação, grupo tentou invadir a prefeitura e houve confronto | Foto: Vinícius Roratto

Durante manifestação, grupo tentou invadir a prefeitura e houve confronto | Foto: Vinícius Roratto

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  • Correio do Povo

No dia em que está programado um novo ato público contra o aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre, a prefeitura da Capital divulgou nesta quinta-feira o levantamento dos danos causados durante a manifestação do dia 27 de março. De acordo com a Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (Epahc) da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), os prejuízos aos cofres públicos passam de R$ 32 mil.

Segundo os técnicos da prefeitura, os estragos maiores ocorreram na porta principal do prédio. A estrutura teve entalhes de madeira quebrados. O custo estimado para a contratação de um serviço especializado para o conserto é de R$ 15 mil. O valor inclui a colocação de uma porta provisória, enquanto a original passará por restauração. O relatório aponta também que oito janelas tiveram as vidraças quebradas. Conforme a prefeitura, a troca dos vidros custará mais de R$ 2 mil. Cada janela possui cinco vidros.

Ocorreram também danos ao reboco e à pintura externa do prédio - uma pilastra e duas colunas foram danificadas e parte da fachada foi pichada. Por enquanto, não há previsão de reparos na pintura e no reboco. Os consertos devem ser incluídos no projeto de renovação da fachada, com previsão para ser licitado ainda neste ano.

A Guarda Municipal também divulgou que uma moto teve toda a parte elétrica arrancada e o tanque de combustível amassado durante os atos. A substituição terá um custo de cerca de R$ 8 mil. O custo para consertar outra moto que também teve danos é estimado em aproximadamente R$ 2 mil. Uma viatura teve os vidros laterais e o para-brisa quebrados, além de retrovisores arrancados e porta lateral e o capô amassados. A estimativa é que o conserto fique em torno de R$ 5 mil.

Na ocasião, a mobilização em frente ao Paço Municipal foi marcada por atos isolados de vandalismo. Com o uso de pedaços de madeira, tintas, entre outros objetos, um grupo tentou invadir o prédio da prefeitura. O secretário de Governança Local, Cézar Busatto, acabou atingido por tinta vermelha e funcionários ficaram feridos. O prefeito José Fortunati classificou os manifestantes como "baderneiros".

Novo protesto mobiliza moradores de Porto Alegre

Um novo ato público contra o aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre ocorrerá nesta quinta-feira e deve voltar a reunir milhares de pessoas. A concentração para a passeata está marcada para 18h no Paço Municipal, em frente à sede da Prefeitura da Capital. Mais cedo, serão confeccionados e distribuídos cartazes aos participantes. De lá, o grupo seguirá em caminhada pelas ruas e avenidas da cidade.

Os manifestantes prometem uma ação maior do que a realizada na última segunda-feira e que reuniu milhares de pessoas. Por meio da rede social Facebook, o evento "Pela redução da tarifa! Quinta-feira será maior", que convoca para a mobilização, tem mais de 10 mil confirmações. O percurso da passeata ainda não está definido. Após o ato, os manifestantes devem realizar uma reunião para avaliar a ação e definir data e horário para o próximo protesto.

Pichações

Na última segunda-feira, segundo cálculos da Brigada Militar (BM), cerca de cinco mil pessoas participaram de outra mobilização. O grupo deixou o Paço Municipal caminhou em direção à avenida Júlio de Castilhos e se dirigiu até o bairro Cidade Baixa, rumo ao Largo Zumbi dos Palmares.

No dia seguinte, o prefeito José Fortunati fez críticas aos manifestantes por atos de depredação do patrimônio público, que incluíram pichações no interior do Túnel da Conceição. Uma equipe do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) trabalhou na lavagem das paredes. Segundo o órgão, a primeira avaliação mostra que será difícil remover a sujeira e a tinta sem que seja realizada uma nova reforma da pintura.

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