Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

  • 27/01/2014
  • 18:24
  • Atualização: 22:31

Prefeitura pedirá no TRT mais ônibus durante greve

Objetivo é colocar 70% da frota em circulação nos horários de pico e 50% nos demais

Prefeitura quer mais coletivos ciculando mesmo com a greve | Foto: Mauro Schaefer

Prefeitura quer mais coletivos ciculando mesmo com a greve | Foto: Mauro Schaefer

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

A Prefeitura de Porto Alegre pedirá ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ainda nesta segunda-feira solicitando o aumento do número de ônibus circulando na Capital durante a greve. De acordo com o prefeito José Fortunati, o objetivo é assegurar 70% da frota trafegando nos horários de pico e 50% nas demais horas. Os rodoviários colocaram apenas 30%, conforme acerto prévio no fim de semana.

“Quem está pagando a conta desta greve é a população mais carente, a população que mais precisa de ônibus”, afirmou Fortunati, no Centro Integrado de Comando. “Este percentual afronta a um direito constitucional de quem precisa ir e vir”, acrescentou o prefeito, justificando o pedido por considerar que a circulação de ônibus é um “serviço essencial à população”.

O prefeito classificou como estranha a forma de como a paralisação foi concebida. “A minha estranheza, como sindicalista que fui, é que a greve acontece sem qualquer piquete”, observou ele, que afirmou que a prefeitura não irá interferir na negociação entre a categoria e o sindicato patronal. “Estamos diante de uma greve que se coloca funcionários de um lado e patrões de outro”, salientou.

Fortunati lembrou que a categoria tem data-base em janeiro que a negociação costuma ocorrer entre dezembro e janeiro. O prefeito destacou ainda que os rodoviáiros de Porto Alegre têm o segundo maior salário do Brasil, abaixo apenas de São Paulo.  

Seopa deixa frota à disposição e Força Sindical sugere catraca livre

Em nota, o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) informou que os ônibus continuarão à disposição amanhã para que 100% da frota saia para operação. Já a Força Sindical defendeu que a prefeitura libere as catracas dos coletivos.

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