Porto Alegre, sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

  • 29/01/2014
  • 12:44
  • Atualização: 12:47

Paralisação de ônibus prejudica comércio de Porto Alegre

Mercado Público estava com bancas fechadas e poucos clientes pela manhã

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  • Mauren Xavier / Correio do Povo

A paralisação geral dos rodoviários de Porto Alegre trouxe sérios prejuízos ao comércio da cidade. Sem a equipe completa de funcionários, muitas lojas simplesmente não abriram as portas no Centro na manhã desta quarta. Naqueles estabelecimentos que funcionaram, o sentimento era de incertezas.

A preocupação dos gerentes e proprietários é que o prejuízo financeiro não deverá ser recuperado. Muitos compararam o clima de preocupação ao da época em que eclodiram os movimentos de rua no ano passado. “Foi quase igual ao daquela época. As vendas caíram e os transtornos são grandes para todos”, comentou Daniela Oliveira, que é subgerente de um salão de beleza.

Ela comentou ainda que desde o início da greve o volume de atendimento caiu drasticamente. “Muitos clientes desmarcaram os serviços. E aqueles que querem ficam dependendo da sorte de o profissional conseguir chegar no tempo agendado”, relatou ela, lembrando que no dia anterior (terça) já havia avisado os funcionários para não virem caso não houvesse alternativa. “Muitos não têm lotação próxima e não dá para ficar exigindo se não há alternativa para vir ao trabalho”.

Em uma loja de vendas de artigos de beleza o movimento era fraco. A previsão é que nesta semana as vendas no estabelecimento tenham recuado cerca de 40%. E os transtornos não paravam por aí. “Não sei se terei funcionários à tarde porque a maioria está ligando para avisar que não tem como vir’, destacou a gerente Luciana Rosa.
A preocupação era compartilhada com outros comerciantes. “É uma incerteza geral sobre como será o dia”, afirmou o gerente de uma loja de roupas na rua Otávio Rocha, Iran Carlos. Ele lembrou que na terça o movimento foi 60% menor do que o registrado normalmente. A equipe também não estava completa. Inclusive, durante a entrevista, foi interrompido por um funcionário avisando que não conseguiria chegar ao trabalho. 

Na rua Otávio Rocha o início da manhã foi atípico. Cerca de 50% dos estabelecimentos estavam fechados às 9h, momento em que normalmente a agitação é grande. A situação não era diferente em outras ruas. Na Marechal Deodoro nem todas as lojas conseguiram abrir no horário. 

No Mercado Público a movimentação assustava quem passava no local. Normalmente, o início da manhã é de intenso entra e sai e também bom para as vendas. O que se viu nas primeiras horas de funcionamento, foram bancas fechadas e poucos clientes. 

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