Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 30/01/2014
  • 16:24
  • Atualização: 16:25

Trabalhadores dos Correiros decidem manter a greve no Estado

Sindicato calcula adesão em 70%, enquanto que a estatal afirma que apenas 15% do efetivo está paralisado

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  • Danton Júnior / Correio do Povo

Trabalhadores dos Correios decidiram hoje manter a greve iniciada na noite de quarta-feira. A decisão foi tomada em assembleia da categoria, realizada em frente à agência central, localizada na rua Siqueira Campos, Centro de Porto Alegre. O Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect/RS) calcula que a adesão é de 70%, enquanto a que a estatal afirma que apenas 15% do efetivo está paralisado no Estado.

Os trabalhadores pedem que sejam suspensas alterações ocorridas no plano de saúde. “A ECT está aplicando mudanças goela abaixo. Queremos a manutenção do Correio Saúde com todos os direitos já garantidos pela categoria”, afirma o secretário-geral do Sintect, Vitor Rittman da Silva. De acordo com ele, hoje o trabalhador que ingressa nos Correios não paga mensalidade para o plano de saúde. Consultas com especialistas têm um custo equivalente a 10%. Pais e filhos podem ser enquadrados como dependentes. “Com essa nova proposta, eu passo a pagar mensalidade, mesmo que não use o plano”, explica Rittman. “Entendemos que é um direito e direito não se negocia, só se cumpre”, acrescenta o sindicalista.

A categoria reivindica, ainda, a mudança do horário de entrega das correspondências. Hoje o serviço inicia às 13h. “No horário de verão, é o sol do meio-dia na cabeça do trabalhador”, observa Rittman. “É só inverter e fazer a entrega pela manhã, por questão de saúde e também prestar um atendimento melhor à população.” Conforme o sindicalista, a greve dos rodoviários não atrapalhou a mobilização. “Achamos justíssima a reivindicação deles e nós nos organizamos, contratando ônibus do sindicato”, ressaltou.

Na manhã desta sexta-feira, os trabalhadores deverão se concentrar novamente em frente à agência central e, em seguida, realizar uma caminhada pelo Centro. Uma nova assembleia, a ser realizada na Igreja Pompeia, na rua Barros Cassal, irá definir os rumos da greve.

A ECT informou que já está implantando seu plano de contingência para garantir o funcionamento normal das atividades. Com relação ao plano de saúde, a estatal alega que está cumprindo o que foi definido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) no ano passado. A única mudança, conforme a estatal, foi a administradora do plano, que agora é a Postal Saúde - serviço que antes era administrado pelos próprios Correios. Segundo a empresa, todos os benefícios estão garantidos, incluindo dependentes cadastrados, porcentagem de compartilhamento, não cobrança de mensalidade ou tarifas, rede credenciada e cobertura de procedimentos.

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