Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 02/02/2014
  • 16:00
  • Atualização: 19:42

Incêndio em fábrica de calçados em Taquara é controlado

Moradores de residências próximas tiveram que ser atendidas pelo Samu após inalarem fumaça

Incêndio em fábrica de calçados em Taquara é controlado | Foto: Néia Dutra / GES / Especial CP

Incêndio em fábrica de calçados em Taquara é controlado | Foto: Néia Dutra / GES / Especial CP

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  • Karina Schuh Reif/Correio do Povo

Um incêndio destruiu a fábrica de calçados Beira Rio em Taquara na tarde deste domingo. As chamas começaram por volta do meio-dia e se alastraram rapidamente por todo o pavilhão. Cerca de 100 mil litros de água foram usados pelos bombeiros, que utilizaram sete viaturas. Ao todo 34 homens do município e de outras cidades como Rolante, Sapiranga, Parobé, Taquara, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Igrejinha participaram da ação. Um deles precisou receber atendimento médico durante a ocorrência.

Nos primeiros momentos, havia risco de explosão e a central de gás, um depósito com combustível para o gerador e o laboratório da empresa foram  isolados. Até o final da tarde, ainda era realizado o rescaldo e existia a preocupação com a fumaça. “A substância é tóxica, por causa da queima da cola e de outros materiais sintéticos”, explicou o capitão Iber Giordano, que respondia pela corporação da região. Vários bombeiros que estavam de folga foram convocados, ou se voluntariaram, inclusive o comandante regional, tenente-coronel Vitor Hugo Cordeiro Konarzewski.

Mais de cem pessoas se concentraram no entorno da fábrica para observar o controle do fogo. Os moradores não quiseram deixar as residências. Os moradores de uma das casas junto à estrutura atingida retiraram os móveis  e eletrodomésticos para rua. “Meu padrastro e minha mãe viram quando  começou a fumaça e me chamaram. Os vizinhos nos ajudaram até a chegada do  bombeiros”, explicou o atendente Osiel Ávila, 26 anos, que se abrigou com a família em um bar da região, explicando que a empresa iria levá-los para  um hotel.

“A nossa maior preocupação é com as pessoas que vivem aqui. Vamos dar todo o apoio”, informou o diretor industrial da Beira Rio, João Henrich. Ele  disse que ainda não era possível contabilizar os danos, nem saber o motivo
do acidente. A sede de Taquara tem 650 funcionários e fabricava 14 mil  pares de sapato por dia. O local não funcionava aos domingos e, segundo  Henrich, apenas um vigia estava no prédio quando o fogo começou. Apesar  disso, alguns funcionários relataram que duas cozinheiras estariam na Beira Rio, adiantando as refeições para segunda-feira, mas a informação não foi confirmada.

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