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19/02/2014 10:44 - Atualizado em 19/02/2014 11:03

Países reagem à violência na Ucrânia e ameaçam impor sanções

Vice-presidente norte-americano pediu ao presidente ucraniano um retrocesso das forças do governo

Violentos confrontos na Ucrânia resultaram em reações de vários países nesta quarta-feira<br /><b>Crédito: </b> Anatolli Stepanov / AFP / CP
Violentos confrontos na Ucrânia resultaram em reações de vários países nesta quarta-feira
Crédito: Anatolli Stepanov / AFP / CP
Violentos confrontos na Ucrânia resultaram em reações de vários países nesta quarta-feira
Crédito: Anatolli Stepanov / AFP / CP

Os violentos confrontos na Ucrânia resultaram em reações de vários países nesta quarta-feira. A União Europeia (UE) estuda aplicar sanções contra o país e o Kremlin divulgou um comunicado responsabilizando a Europa e o Ocidente pela situação em Kiev.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, expressou "choque e desalento" com a violência na capital ucraniana. Ele acredita que o bloco vá impor sanções ao país, decisão que será tomada na quinta-feira, durante reunião de ministros de Relações Exteriores da UE em Bruxelas, convocada pela chefe da diplomacia do bloco, Catherine Ashton.

O vice-presidente norte-americano Joe Biden telefonou para o presidente ucraniano Viktor Yanukovych para expressar "graves preocupações" e pedir um retrocesso das forças do governo e o exercício da máxima prudência. A Casa Branca disse que Biden deixou claro que os Estados Unidos condenam a violência de todos os envolvidos, mas que o governo tem "responsabilidade especial na redução da intensidade da situação". Biden também pediu ao governo ucraniano que atenda às "queixas legítimas" dos manifestantes e avance com as propostas de
reforma política.

Já o Ministério de Relações Exteriores da Rússia, responsabilizou o Ocidente pela intensificação da violência e pediu que a oposição ucraniana trabalhe com o governo para encontrar um fim para a crise. "O que está acontecendo é o resultado direto da ação conivente de políticos ocidentais e organizações europeias", disse o Ministério em comunicado.

O governo alemão havia se recusado a apoiar a proposta de Washington para a aplicação de sanções contra o governo da Ucrânia com o objetivo de pressioná-lo a aceitar as exigências da oposição por reformas. Mas após a explosão da violência na terça-feira, o ministro de Relações Exteriores Frank-Walter Steinmeier disse que "a prévia relutância da Europa por sanções pessoais deve ser repensada".

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, expressou sobressalto com a violência "inaceitável" e pediu a "renovação imediata de um diálogo genuíno que leve a resultados rápidos", informou o porta-voz Martin Nesirky. "Evitar mais instabilidade e derramamento de sangue é uma prioridade fundamental", disse ele.

O Papa Francisco fez um apelo especial pela paz na Ucrânia no final de sua audiência geral nesta quarta-feira, ao falar a dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro. "Com a alma perturbada, estou seguindo o que acontece nesses dias em Kiev", declarou o pontífice. "Eu asseguro a minha proximidade com o povo ucraniano e rezo pelas vítimas da violência, pelos seus familiares e pelos feridos. Peço a todos os lados que evitem qualquer ação violenta e procurem a harmonia e a paz no país." Durante reunião do gabinete francês nesta quarta-feira, o presidente François Hollande expressou sua "profunda indignação" com a violência na Ucrânia, informou a porta-voz Najat Vallaud-Belkacem. "Tudo deve ser feito para interromper a violência (na Ucrânia). Algumas sanções individuais devem ser consideraras pela UE", disse ele.

O primeiro-ministro sueco Carl Bildt escreveu em sua conta no Twitter que "devemos ser claros. A responsabilidade final pelas mortes e pela violência é do presidente Yanukovych. Ele tem sangue em suas mãos." A questão da imposição de sanções ganhou apoio também do premiê da Polônia, Donald Tusk, que disse ao Parlamento que chegou a hora de impor penalidades à Ucrânia.

O ministro de Relações Exteriores da Dinamarca, Martin Lidegaard, afirmou que "o governo ucraniano deve se responsabilizar e entrar imediatamente num diálogo sério com a oposição sobre a necessidade de emendas constitucionais, um novo governo de base ampla e a preparação para eleições presidenciais democráticas e justas". 







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Fonte: AE






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