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19/02/2014 19:53 - Atualizado em 19/02/2014 20:02

Freira é condenada por invadir instalação nuclear nos EUA

Megan Rice, de 84 anos, burlou segurança e pichou área destinada a enriquecimento de urânio

Megan Rice, de 84 anos, burlou segurança e pichou área destinada a enriquecimento de urânio<br /><b>Crédito: </b> Arquivo Pessoal/CP
Megan Rice, de 84 anos, burlou segurança e pichou área destinada a enriquecimento de urânio
Crédito: Arquivo Pessoal/CP
Megan Rice, de 84 anos, burlou segurança e pichou área destinada a enriquecimento de urânio
Crédito: Arquivo Pessoal/CP

Ativista contra o uso da energia nuclear, a freira de 84 anos Megan Rice invadiu uma instalação atômica considerada uma das mais bem vigiadas dos Estados Unidos. Pelo crime, ela foi condenada nessa terça-feira a três anos de prisão. Conforme o julgamento, em 2012 Rice atravessou as cercas e várias faixas de segurança no Complexo Y-12, no estado do Tennessee, junto com outros dois integrantes do grupo pacifista Transform Now Plowshares.

O grupo passou duas horas no complexo até ser detido pelos agentes de segurança. Antes de serem encontrados, eles hastearam bandeiras contra programas nucleares, pintaram mensagens como "trabalhe pela paz, e não pela guerra", além de terem jogado sangue humano em um prédio para armazenar e processar o urânio altamente enriquecido, material que seria destinado à fabricação de bombas nucleares.

O incidente levou o Congresso americano a revisar a segurança nas instalações nucleares dos Estados Unidos. Megan, que ficou presa desde sua condenação no ano passado, pediu ao juiz que impusesse a pena máxima por seus crimes em uma audiência de quatro horas. "Por favor, não tenha clemência comigo", afirmou durante o julgamento.

"Permanecer na prisão pelo resto da minha vida seria a maior honra que o senhor poderia me dar", afirmou. O juiz federal Amul Thapar disse que lutou para encontrar a condenação correta e equilibrar as boas obras passadas da freira Megan com a necessidade de dissuadir outros ativistas a violar a lei com fins políticos.


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Fonte: AFP






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